A Sport TV 2 mostrou um documentário sobre a carreira do medalhista de ouro Lucas Pinheiro Braathen ao longo da sua vida, que é, no mínimo, impressionante. Não foi nem será uma vida fácil cheia de glamour como se pensa, ao contrário.

O esquiador abriu o jogo total, mostrou-se um cara atormentado, confessadamente com problemas não-resolvidos da infância envolvendo sua mãe. É uma pessoa que se cobra demais, tem amigos que o adoram, um pai vigilante.
Já foi ouro na Copa do Mundo de esqui na Áustria, disse que sua ex-namorada ainda é uma pessoa importante para ele. Em resumo, é um ser humano eventualmente trágico quando comete erros nas provas.
O poder e a solidão
O documentário sobre o nosso medalhista está em linha com a vida de gente famosa em todas as atividades e profissões. São poucos os que convivem bem com a fama e o exercício do poder, caso de governantes e pessoas que chegaram ao auge da carreira e nem por isso são felizes ou pelo menos razoavelmente felizes.

É a condição humana levada a extremos. Há uma cena no documentário em que Lucas passa um tempo em Paris, alugou uma bicicleta e saiu pedalando sem destino pelas ruas. Ele diz que quer apenas ser uma pessoa comum com sua bike. Deu a impressão que, nesta condição, ele foi feliz.
A criatura que domina o criador
Se existe um exemplo de como a tecnologia está tornando obsoletos a criatividade e habilidade humana é a Fórmula 1, além da IA. O piloto Max Verstappen criticou as regras atuais desta modalidade, “Isto não é mais corrida”, nas suas palavras.
De fato, só o volante de um carro destes exige habilidade específica para apertar no botão certo. É mais para engenheiro que para piloto.

Aos poucos estamos ficando obsoletos. Tudo é automatizado e sobre pouco espaço para ser o que antigamente se chamava “bom de braço.”
Recordo de uma frase de Ayrton Senna sobre o que decidia uma corrida, quando o câmbio ainda era manual como em um carro comum. Tudo que ele queria era uma vantagem de três segundos sobre o segundo colocado. “Posso até errar uma marcha”, falou.
A refeição da cobra
É inegável que a IA traz enormes benefícios e facilita a vida de pessoas físicas e jurídicas. Entretanto, também tira empregos e, aos poucos, vai tornando até jornalistas dependentes dela. Basta jogar algumas frases sobre um determinado assunto, e a ferramenta pergunta quantas palavras ou caracteres se quer.
Especialista em computação, um cearense que divide seu tempo entre os Estados Unidos e Porto Alegre, disse-me que universidades famosas e grandes empresas americanas estão seriamente preocupadas com o que eu chamo “cobra engolindo o próprio rabo”.

Um dia ela faz PUF! e desaparece por inteiro. Então, tudo será artificial. Apenas os mais hábeis sobreviverão, uma elite que mandará no mundo e até além dele.
Pix Banrisul
O Banrisul lançou uma nova funcionalidade em seu aplicativo: o Pix por Aproximação, recurso que torna os pagamentos ainda mais rápidos, fáceis e seguros para os clientes. Com a novidade, usuários do app podem realizar transações aproximando o celular de qualquer maquininha compatível — de forma semelhante ao pagamento por aproximação com cartões.
Como dizem os russos, os olhos estão com medo, mas as mãos continuam agindo.
Pensamento do Dias