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Feriado que não é feriado

Deixe-me dizer porque não gosto muito de feriados durante a semana: você perde o embalo. Não o de sábados à noite como o filme, o embalo da jornada laboral.  

Não deveria ser assim na minha profissão. No entanto, há um detalhe que passa despercebido para a maioria: é preciso escrever e editar as matérias e notas um dia antes, por questões  industriais dos jornais.

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E aí vem um feriado como o de quinta passada, Corpus Christi. E o que faço nesse dia? Vou onde a notícia ou o portador da notícia está. 

Então não existe feriado, existe trabalho em dobro. É um dos paradoxos entre tantos outros nesta minha profissão.

Tudo faz mal, tudo

Feriados no meio da semana também são de dois tipos, aqueles em que tudo está fechado e aqueles em que só parte está fechado, como o comércio, restaurantes e outras operações astronômicas, como cafeterias. Sou um dos que não vive sem café. 

E são hectolitros, a cafeína nem me faz cócegas. Chegou via e-mail um dos trocentos que explica porque determinado alimento ou bebida faz mal.

www.brde.com.br

Fico com pé atrás, porque é aquela coisa de antigamente quando davam para ratos doses elevadas de determinada substância. Ora, o rato é pequeno e eles os entopem com aquilo que querem condenar com doses gigantescas. Tipo ratos que comeram um quilo de carne vermelha desenvolveram câncer.

Morreu de água

Ontem recebi um desses estudos, supostamente testados por laboratórios, de que nosso corpo só suporta ou não suporta mais que quatro latas de energético. Puxa, pensei, eu aguento uma, mal e porcamente, então qualé?

Pois dizem que a gurizada bebe mais de quatro latas para encarar a balada. Ora bolas, água em excesso também faz mal. Se você beber quatro litros no glu glu glu – a capacidade do estômago de uma pessoa comum é 5 litros – fica bêbado.

Isso mesmo, borracho como falamos cá no Sul. Tem a ver com reação química da H2O na corrente sanguínea.

Quando li esse estudo, há coisa de 30 anos, fiquei pensando como seria o epitáfio do pobre coitado. Então uma dúvida me assaltou. Porre de água ataca o fígado como a marvada?

https://cnabrasil.org.br/senar

Ou depois de urinar fica tudo zero a zero e bola ao centro? Enfim, a condição de dependente de porre de água seria o quê, aguálatra?

Chove chuva

Jorge Ben, quando ainda não era Benjor, cantou a música com o título desta nota há mais de 50 anos, que era tocada em todas as emissoras de rádio. Sucesso absoluto.

A letra era do tipo brega-chique, meio que simplória. Mas ele acertou na mosca. O ouvido tem suas escolhas além da definição clássica, que música é uma sucessão de sons agradáveis aos ouvidos”. 

Quantas e quantas melodias de décadas atrás aparentemente insossas rebojam na sua cabeça até hoje. Então dá para fazer uma introdução à tese que nenhuma musica é boa antes da cabeça dar a opinião final.

E o canal, qual o canal? Bem, o canal é auditivo.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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