As chacinas no Ceará – 10 no domingo e 14 no sábado – fazem parte do calendário de execuções em massa das facções criminosas em todo o país, inclusive aqui. O motivo dessa guerra é fácil de explicar. Em estudo feito há dois anos, a Brigada Militar verificou que mais de 85% dos homicídios na Região Metropolitana têm drogas e sua venda como epicentro. Logo, o coautor das chacinas é o usuário de drogas. Apenas em torno de 30% dos usuários se tornam dependentes da droga, o resto é usuário eventual e festeiro. São os médicos e pesquisadores que dizem isso, não eu.
Ah, mas o dependente químico é um coitadinho. Não é. Não era viciado quando deu a primeira cheirada. Admito que os traficantes seduzam a gurizada que de nada sabem e, em pouco tempo, ficam viciados em crack, especialmente, e vão trabalhar para eles. Mas até um poste de subúrbio sabe que o crack é mortal com poucas cachimbadas. Então não é por desconhecimento.
Esse é o grande paradoxo. Cada vez que alguém dá uma cheiradinha, aperta o gatilho de algum membro de facção.
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