Na década de 1990, o então secretário da Indústria e Comércio da prefeitura de Porto Alegre, Idenir Cechin, percorria as ruas do centro da capital para flagrar a venda de produtos piratas por camelôs. Na calçada em frente a uma galeria, viu uma cena insólita, um homem alto e forte batendo sem dó num camelô magrinho e baixinho.
Idenir apartou a briga e quis saber o motivo do massacre. O homem explicou que, no dia anterior, havia comprado Viagra da vítima, que o tomou à noite, após jantar com a esposa para comemorar o aniversário de casamento como uma segunda lua de mel. Só que em vez de ficar acesão, capotou em seguida.
O camelô havia colocado na cartela do medicamento comprimidos de Dormonid, mesma cor do Viagra, um medicamento forte para dormir. Um bom motivo para a surra.