A Confederação Nacional do Comércio (CNC) realizou, nesta quarta-feira, dia 23 de setembro, em Brasília, a eleição da nova gestão da entidade, referente ao mandato de 2026-2030. A votação confirmou a reeleição do presidente da Confederação, José Roberto Tadros, e a escolha do presidente do Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP, Luiz Carlos Bohn, para o cargo de 1º vice-presidente da CNC, integrando a chapa “Unidos pela CNC”.

Empatite crônica
Em mais uma pesquisa Atlas Intel, a polarização entre Lula e Flávio Bolsonaro parece um caminho sem volta. A eleição bate à porta, e, salvo um terremoto 9 na Escala Richter, os dois vão para o segundo turno em situação de empate técnico. A dupla concentra 89% das intenções de voto.
Derretimento de candidaturas
Em paralelo, os demais candidatos, que, no início, chegaram a mais de 10%, agora estão na faixa de 4% com viés de baixa. A leitura é clara como água mineral sem bolinhas: voto útil em Flávio Bolsonaro para tentar evitar a vitória de Lula no primeiro turno, que já era difícil, mas não impossível.

Voto em um de olho no outro
Se perguarem para os eleitores de Bolsonaro filho se ele é o candidato dos sonhos de quem quer ver Lula pelas costas, uma quantidade expressiva dirá que não, que só votarão nele para tirar Lula.
A quadratura do círculo
Não lembro de uma eleição em que os dois ponteiros concentrassem tantas intenções de voto e, ao mesmo tempo, tivessem em torno de 50% de rejeição. Como já escrevi há dias, em condições normais de temperatura e opressão, ninguém com mais de 40% de rejeição se elege. Mas não vivemos em condição de normalidade. Por isso esse paradoxo.
O sonho que derreteu
O sonho de um tertius virou fumaça quando o governador paulista, Tarcísio de Freitas, anunciou que não concorreria para presidente e a reeleição em São Paulo, onde pode vencer já no primeiro turno. Tirando o “se”, provavelmente, estaria à frente de Lula nas pesquisas.
O segundo “se”
Caso o dono do PSD, Gilberto Kassab, tivesse escolhido o governador gaúcho, Eduardo Leite, e não Ronaldo Caiado como candidato, é possível que Leite tivesse alguma chance? De novo o “se”. Mas acho que não mudaria o quadro atual, salvo se, na largada, o gaúcho tivesse pulado na frente nas pesquisas.
Jamais saberemos. Nossa sina é Polo Norte ou Polo Sul.