O que está acontecendo com o Banco Master e seus bilhões que em parte foram distribuídos para muita gente boa de Brasília por serviços prestados ou por prestar é daqueles momentos em que você começa a entender que este é um país que ruma para a perdição. Como no filme cujo título ilustra esta nota, e a explicação está no pé desta nota, a atração pelo dinheiro não poupa nem mesmo cargos públicos muito bem pagos.
Pessoas respeitáveis que, de repente, perderam a bússola moral e nunca mais a acharam. Pior, justificam seus atos como sendo perfeitamente normais e não entendem porque a mídia dá tanto destaque.

(*) Nome de um filme dos anos 1970, em que centenas de famílias e uma multidão de pessoas, antes sensatas, ficam ensandecidas procurando um tesouro perdido, cujo local onde está enterrado foi divulgado por um boato que todo mundo acreditou.
A evolução em espécie
Até os anos 1970, meados dos 1980, a corrupção era medida (em dinheiro de hoje) por algumas dezenas de milhares de reais. Como hoje, o produto da “doação” era em dinheiro vivo, ou no jargão bancário “em espécie”.
Fulano se vendeu por 10 ou 20 mil, políticos trocaram escrúpulos por mordomias ou uma viagem com tudo pago para algum destino turístico, com direito a hotel nem sempre cinco estrelas. Paris, Roma ou Nova Iorque.
O marco zero da nova cueca
Com o passar dos anos, os milhares ou dezenas de milhares em dinheiro vivo – novamente, em moeda de hoje – viraram milhões. E o que antes era “privilégio” de poucas pessoas em cargos importantes se propagou para pessoas quase comuns, mas que, por alguma circunstâncias, eram úteis para os corruptores.
Foi a democratização dos malfeitos. A transição para centenas de milhões, cuja fronteira em tracei, foi o caso do dinheiro na cueca. A fase II foi o aumento da impunidade.
Nada acontecia com os corruptos e quase nada acontece hoje. O cara da mala ou do dinheiro na cueca foi absolvido pela Lava Jato, o Retorno da Impunidade.

Estas pessoas físicas, boa parte no Poder, e empresas passaram a ser coitadinhas. Quase vítimas da sociedade. Onde já se viu acusar uma empresa, que tantos bons serviços presta para o governo, ser perseguida por juízes que, de uma hora para outra, passaram a ser os vilões da história? Cadeia para essa gente!
Os três estágios da corrução
Quando esse sentimento real de impunidade tomou forma, a corrupção ficou endêmica e este patamar passou para epidemia. E os milhões ou dezenas de milhões se transformaram em centenas de milhões e, de uns tempos para cá, em bilhões.

Então deu a louca em todo mundo. Ao mesmo tempo em que o dinheiro aumentava, a decência diminuía e o remorso desaparecia. Estamos neste estágio.
A melhor cola do mundo
Três em cada 10 brasileiros já usaram IA para entender assuntos mais complexos, como política, economia e ciências. Pergunta: para entender ou para copiar?
A Inteligência Artificial é muito boa para quem já sabe das coisas. A IA só tapa furos.
Parceria aprovada
O acordo de parceria entre Mercosul e União Europeia é visto como um avanço importante nas relações entre o Mercosul e a União Europeia (UE) pelo Sistema FIERGS. “A concretização do acordo é um passo importante para o futuro da economia do Brasil e do Rio Grande do Sul, especialmente num cenário em que a diversificação de mercado é essencial”, diz o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier. Foram mais de 25 anos de negociação.
Como dizia o humorista Stanislaw Ponte Preta, ou restaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos.
Pensamento do Dias