Sabemos que, no século XVIII, os peles-vermelhas norte-americanos tinham especialistas em calcular movimentos de homens, animais e de carroças, encostando a orelha no chão. Certa feita, um pelotão do Exército americano se deparou com um índio shoshone com a orelha encostada no chão. Ao ver os militares, ele fala.
– Carroça de quatro rodas… madeira de carvalho, quatro cavalos… um baio.. Lona gasta pelo tempo… uma roda com aro partido… O cocheiro tinha cabelos brancos e um dente de ouro, chapéu marca Stetson…
Um tenente desceu do cavalo e ficou ao lado do índio.
– Já tinha visto de tudo, mas acertar a carroça, o número e raça dos cavalos e até o dente de ouro, é quase sobrenatural!
O índio shoshone geme com sangue saindo do canto da boca.
– Nã…não… Nada disso. É que a carroça me… me atropelou…