Vais te divertir muito, mas se queres ganhar mal, tira jornalismo. Foi um conselho que recebi de um veterano pouco antes de fazer o vestibular, em meados dos anos 1960.

Ficou marcado como ferro em brasa e, por isso, lembro-me dele até hoje. A verdade é que o nosso piso salarial é miserável. E mais miserável ainda no Rio Grande do Sul, bananeira que já deu cacho, imerso numa crise medonha.
O começo
Nos primeiros anos, fim dos anos 1960, tive dois empregos, um banco e o jornal. Nos anos 1970, também trabalhei em propaganda. Mas sempre com foco no jornalismo.
Comparando com hoje, o salário de jornalismo era ruim, mas não deprimente. Foi a época dos chapa brancas, aliar jornalismo com emprego em uma estatal.

Nunca me atraiu ser chapa branca. Entretanto, hoje eu penso que talvez não fosse má ideia. Outro cenário foi não ter ido para São Paulo e Rio de Janeiro, até tive convites de lá. Mas veio a acomodação, casamento, filhos, e o sonho acabou.
Nobres e pobres
O que quero dizer e que em comparação aos anos 1960 o que os jornais pagavam era melhor. Mal, mas nao tão mal como hoje.
O permitido e o proibido
Com risco de ser mal interpretado, nos anos dos militares, sabíamos até onde dava para avançar o sinal. No entanto, na economia, a pauta não apresentava obstáculos. Hoje, quem manda é o anunciante.

E sabemos de muitas coisas sobre o governo e suas áreas sensíveis, entretanto, muitas publicações usam uma frase que poderia ser de parachoque de caminhão de antigamente: Não me comprometa.
A supergripe
O frio é medonho no Hemisfério Norte, que curte um dos mais rigorosos invernos das últimas décadas. Até na cálida Espanha as temperaturas estão baixas, assunto dos telejornais.
E nos Estados Unidos, grassa uma super gripe. Vem para cá ou não, não sabemos. A mídia não está acompanhando o assunto.
A superbomba
Enquanto os gringos e europeus sofrem com o frio extremo, o mundo financeiro do Brasil sofre com o calor excessivo. As ações da Polícia Federal para levantar a montanha de fraudes do Banco Master e os parceiros nestas ações levaram a uma situação peculiar: o ministro Dias Toffoli, do STF, queria que todas as provas ficassem sob guarda do Tribunal, o que geraria enormes prejuízos para a averiguação da Federal.

A situação aqui é a seguinte: é uma bomba incendiária esse Master. Muitas autoridades querem botar panos quentes para evitar que o calorão chegue ao núcleo do poder.
Ufa!
Depois de cinco meses seguidos de retração, a indústria do Rio Grande do Sul apresentou reação em novembro de 2025.
No dia em nasceste, todos riam e só tu choravas.
Pensamento do Dias