As pesquisas eleitorais vêm registrando algo de certa forma esperado, o cansaço de Lula. Ainda ponteia, mas trabalhos paralelos mostram que mais da metade dos pesquisados – incluindo petistas – não gostariam que Lula disputasse outra eleição.
Eu entendo esse sentimento, convivi com ele em eleições e políticos das décadas de 1960 em diante. Cansou, foi bom enquanto durou, por aí. Eu mesmo já tive esse sentimento com relação a políticos que eu admirava.
Overdose
O blog O Antagonista faz uma chamada sobre o tema, o cansaço de Lula e Bolsonaro. Ambos. Penso que acertaram na mosca.
O eleitor quer coisa nova. Enquanto a cobertura diária da mídia cansa o telespectador e o leitor.

Bolsonaro de Novo? Lula de novo na capa dos jornais? Mas não tem outro assunto que só se fala nos dois? É como comer sempre o mesmo prato no almoço e no jantar.
Por isso, acredito que uma terceira via tem mais chance de emplacar mais que em outras eleições. Muito mais.
A resistência para ganhar mais
A taxa de ocupação de egressos de cursos técnicos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS) no mercado de trabalho segue aumentando e está cada vez mais próxima dos 100%. Publiquei ontem esse dado e hoje a repito acompanhado de uma pergunta: porque o gaúcho da cidade grande resiste tanto à capacitação?
Poderia melhorar a renda e, quem sabe, subir rápido na escala socioeconômica. Mas não.
Resiste e dá um milhão de desculpas. Não é de hoje que constato essa triste realidade.

Se fosse para simplificar, diria que o pensamento dominante é que se qualificar dá trabalho e cansa. Às vezes, porque a jornada de trabalho é tão exaustiva que não dá para encarar.
Ninguém disse que seria fácil. A minha geração – e as mais antigas – encarou esse desafio tendo dois e até três empregos, dormindo apenas poucas horas por dia e acordando antes do cantar do galo – naqueles tempos ainda havia galo e eles cantavam. Hoje, nem um nem outro. Brincadeira.
Mas era assim e foi assim comigo. Em 1968, tinha dois empregos e na ZH a jornada ia das 23h até as 6h da manhã. Do jornal ia para a faculdade e de lá para o banco, segundo emprego.
E não era o único. Dormia três horas por dia, às vezes à prestação. Simplesmente fazia parte. Baixava-se a cabeça e encarava. Comer pouco e mal? Também fazia parte.

Não vão gostar do que vou dizer, mas uma boa parte não tem a famosa vontade de crescer profissionalmente. Dá muito trabalho. E sempre há uma desculpa, maioria inventada.
Coisas bem brasileiras
Como fazer uma sobremesa crescer na parada. Observei isso em um restaurante. A sobremesa vem numa taça e em um andar, digamos assim. O que se faz para aumentar o volume é esmagar bolachas Maria até ficar como farelo e botar uma grossa camada de farelo por baixo da taça e completar com a sobremesa. Fica alta e parece graaande!
Amor é uma insanidade temporária que pode ser curada com o casamento.
Pensamento do Dias