No tempo em que a Estação Rodoviária de Porto Alegre ficava do lado oposto à atual, eram poucas as bancas de lanches. Uma servia salada de frutas de duvidosas unidades.
Antes de embarcar para meu destino, pedi uma. Só tinha banana, dois pedacinhos de mamão, meia rodela de laranja.
Ao pagar, falei para o dono.
– Gostei muito da sua salada de banana.
O homem queria me matar.
