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As escolhas

Há dias, fiz um comentário na Pg.3 do Jornal do Comércio falando que Jair Bolsonaro estava se revelando rápido em compor nomes de reconhecida capacidade para o primeiro escalão, o que desencadeou fúria em um leitor petista. Que nada, disse ele, me diga qual nome de reconhecida competência que ele buscou?

O mau conselheiro

O problema de viver no mundo da Lua ideológico é esse. Você não enxerga mais a Terra. Não se faz política com o fígado. Ora, como que o capitão não aglutinou nomes acima de qualquer suspeita? Um dos mais antigos e sábios conselhos jornalísticos é que nunca se deve brigar com a notícia, que é o que muita gente está fazendo.

Os titulares do ritmo

Ontem mesmo, Sérgio Moro – aliás, deixá-lo livre para formar sua equipe sem interferência foi um belo lance – escolheu um especialista em crime organizado como chefe da Polícia Federal, o delegado Maurício Valeixo. Então, não brigue com a notícia, meu caro. Foi uma ótima escolha, assim como a do próprio Moro foi, e como outros titulares para a área econômica e financeira sem que se ouvisse um comentário desabonador.

A arte de secar

Até mesmo alguns articulistas de grandes jornais estão perplexos com o modo Bolsonaro de montar equipe. O espírito da escrita os trai. A esperança era que o presidente eleito botasse os pés pelas mãos e nomeasse apenas militares furibundos e com aqueles óculos escuros enormes que eram usados pelos militares do regime militar. E agora, o que vou dizer em casa?

Grid de largada

Claro que escolher bons nomes é apenas um bom início, e que até as engrenagens se encaixarem vai um bom tempo, mas, pelo que vejo, o conceito de administrar do capitão surpreende. Então fica no ar a pergunta: e se Bolsonaro fizer um bom governo?

Motor e mecânicos para vencer a corrida ele tem.

Sob nova direção

camara

A Câmara de Vereadores de Porto Alegre completou 245 anos este ano. De lá para cá, apenas três vereadoras foram presidente da instituição: Margarete Moraes, Maria Celeste e Sofia Cavedon, ambas do Partido dos Trabalhadores (PT). Em 2019, a Câmara voltará a ser comandada por uma mulher, a vereadora Mônica Leal, do Partido Progressistas (PP).

Foto: Elson Sempé Pedroso

Ponto de ruptura

Estávamos eu e meu filho conversando sobre combustíveis quando ele me chamou atenção para um detalhe. Com o preço que está a gasolina, não tem como alguém com salário médio ir de casa para o emprego todos os dias. Fica economicamente inviável. Se aqui é assim, imagina em cidades como São Paulo.

Como era verde meu vale I

Não saberia dizer a média em que isso ocorre, a quilometragem-limite para desistir do caro e apelar para o transporte coletivo, mas acredito que seja em torno de 400 quilômetros por mês, tomando como base um salário familiar menor que R$ 4/5 mil mensais ou até mais dependendo do número de filhos e custos fixos.

Como era verde meu vale II

Por que há 15/20 anos não era assim? Porque o teu custo fixo mensal era condomínio, luz, telefone fixo e pouca coisa mais. Hoje tem tudo o que se sabe, banda larga, TV a cabo, celular etc.

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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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