Em uma das suas mais infelizes falas, Lula se retratou numa jararaca. Nem precisa dizer que ninguém gosta de cobras, afora os caras do Animal Planet. Os répteis inspiram temor e nojo, e sua picada é mortal. Morre muita gente por causa das jararacas.
Mas agora a cobra está na defensiva. Já foi O cobra, no sentido que se empregava para elogiar a performance de alguém, mas hoje não é mais. Tudo que sobe, um dia cai. Ou, como diz o ditado popular, todo araruta tem seu dia de mingau. Fechou o ciclo. O projeto petista, de crescimento de consumo sem reformas e infraestrutura, estava fadado ao desastre que assistimos hoje. Sim, tirou milhões e milhões da miséria e os catapultou das classes D e E para C, mas ó mundo cruel, eis que foram jogados de volta.
Estamos todos no mesmo barco, sem eira nem beira.