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Águas rasas

 Esqueçam ataques de tubarões, imprudência ao entrar no mar, imprudência com bebida, imprudências por não saber que existem fortes correntes marítimas e repuxo. O que mais mata no Brasil não é afogamento, é o famoso “mergulho de cabeça” em rios, piscinas e açudes, na maioria dos casos, mesmo em águas rasas.

 É a quarta causa mais comum de lesão medular no país, de acordo com levantamento do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas de São Paulo. Os dados revelam que 60,9% das pessoas que sofrem uma lesão por bater a cabeça ao realizar um mergulho ficam paraplégicas ou tetraplégicas. E de cada dez casos, nove envolvem crianças e jovens na faixa etária que vai dos 10 aos 25 anos.

 Terrível, não? Quando se diz que o mar é perigoso ou que a água de rio, açude ou piscina é perigosa, é falso. O perigo está no fundo. Mesmo com água cristalina, a refração confunde o banhista.

 Imagina sem enxergá-lo.

 Imagem: Freepik

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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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