Em toda eleição dá para antecipar o tema dominante ou os mais dominantes um ano antes. Não será diferente desta vez.

O caso da Favela do Alemão, a criminalidade/tráfico e o meio ambiente devem ser constantes durante a campanha. Como o governo federal tem mais poder de fogo, tratará de desviar a atenção de casos espinhosos à sua maneira, falseando a verdade como sempre faz.
Debates e propaganda eleitoral
Tenho comigo que debates entre candidatos só mudam voto. Mesmo assim, parcialmente, no último. Propaganda de partidos também tem eficiência limitada.

Mas a agenda ainda não foi fechada. Ocorre que, por obra e arte do destino ou criatividade, os programas eleitorais e seus atores eventualmente acertam na veia e se tornam mais populares que outros.
Sempre tenho como referência o candidato a presidente Enéas, que só tinha poucos segundos e ficou famoso. Não se elegeu, mas fez mais votos que Leonel Brizola. Sem querer, transformou limão em limonada,

Qual a receita?
Para cair no gosto popular Enéas foi um caso. Em outros candidatos é aquele toque não raro que acessa o inconsciente da opinião pública, característica que não se prevê.
Na realidade, nem nós nem os marqueteiros sabemos explicar. Comparo com um prato comum, mas com o toque da cozinheira adquire outro sabor.

Nós não conhecemos realmente as pessoas. Até mesmo os profissionais da cabeça tateiam o cérebro no lusco-fusco. Ainda é uma caixa preta, como um caleidoscópios que muda de desenho a cada virada do cilindro.
Como disse o pensador Ortega Y Gasset, eu sou eu mais minhas circunstâncias, que são móveis.
Onde se lê meio ambiente, leia-se novos negócios.
Pensamento do Dias