A queda, seguida de uma grande explosão, de um jato da Força Aérea Britânica (RAF), avaliado em 20 milhões de libras (R$ 134,6 milhões), foi causada pelo esquecimento da equipe de solo em recolocar a tampa do tanque de combustível da aeronave no lugar. Ao longo da minha vida, venho colecionando eventos em que a falha se deu por detalhes e o diabo mora nos detalhes.
Há cerca de 10 anos, eu e um grupo de colegas fomos visitar a fazenda Ana Paula, em Bagé, empreendimento de um visionário chamado Ernesto Correa, que tinha sido invadida e depredada pelo MST. Fomos em um bimotor Piper.
Logo que decolou do Salgado Filho, senti que algo não estava certo. Um cheiro de metal superaquecido estava no ar.
Olhei para um lado e vi uma grande língua preta se espalhar pela asa; olhei para o outro lado e vi a mesma cousa. Como sou brevetado, logo vi que era óleo.

Levantei e fui na cabine para avisar os pilotos, que, na mesma hora, também se tocaram. E voltamos às pressas para o aeroporto, onde pousamos sem maiores problemas.
As tampas do diabo
Antes de trocarmos de avião, vi que o comandante estava branco. Para resumir, os mecânicos completaram o nível do óleo e esqueceram de botar não uma mas as DUAS tampas. Sem elas, o óleo aquecido buscou a saída.
Quem teria que ter visto a falha era o copiloto no check de solo. Mais uma vez o detalhe, quase fomos para o beleléu por causa de uma falha primária, um erro grosseiro.
Na política e na vida, é a mesma coisa. São detalhes que separam o sucesso do fracasso. Vejam esta quadrinha medieval.
Por causa de uma ferradura, perdeu-se o cavalo
Por causa do cavalo, predeu-se a batalha
Por causa da batalha, perdeu-se a guerra
Tudo por causa de uma ferradura
O que a campanha não vê
Por causa da limitação física dos jornais impressos e, de certa forma, também os virtuais online, mais o engajamento de boa parte das redações na cobertura das eleições, certos rinocerontes passam despercebidos. É o caso do preço do barril do petróleo (medida teórica equivalente a 157 litros).
A guerra do Irã segue acesa, o Estreito de Ormuz está mais estreito que bitola de ferrovia gaúcha, e quem arrisca bate em minas, gentil oferecimento da Guarda Revolucionária iraniana. Resulta que o barril roda ou até passa dos 100 dólares – ontem baixou para 108. Antes da guerra, o barril estava em 60 dólares.
A bomba e a gôndola
Por isso, o preço do diesel no Brasil subiu 6,67% na média na primeira quinzena de outubro, impulsionado pelo mercado internacional. Mesmo com o governo subsidiando parte, o diesel costuma desaparecer, para desespero de caminhoneiros e frituras. Até o álcool subiu 2,38% em média.
Essa é uma conta debitada no governo Lula. Não é só discurso que mexe com o eleitor. A bomba também mexe e mexe no bolso. Com ela, o custo de vida.
A guerra como já é
O Estreito de Ormuz pode se tornar desnecessário em quatro anos com a construção de oleodutos gigantes. É muito tempo para se dormir tranquilo.
Além disso, quem garante que eles não serão sabotados e bombardeados? Meia dúzia de drones voando baixo para escapar do radar já fazem enorme estrago. O drone será a força aérea suicida da nova guerra. Será, não, já é.
A Vida Como Ela Foi
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Mundo Senai
Nos dias 5 e 6 de novembro, o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS) realiza mais uma edição do Mundo Senai, que aproxima a comunidade do universo industrial e apresenta as oportunidades de educação profissional e tecnológica oferecidas pela instituição. Ao todo, 34 unidades operacionais participarão da iniciativa, com atividades voltadas a estudantes, professores, empresas e demais interessados em conhecer a estrutura e as possibilidades de formação do Senai-RS.
