Perséfone, filha de Deméter (deusa da agricultura), era uma jovem bela e pura que vivia entre flores e campos. Um dia, enquanto colhia flores, foi raptada por Hades, deus do submundo, que se apaixonou por ela e a levou para o reino dos mortos para torná-la sua esposa.
Deméter, desesperada com o desaparecimento da filha, fez a terra parar de produzir: colheitas falharam, a fome se espalhou. Diante do caos, Zeus interveio e ordenou que Perséfone fosse devolvida. Mas havia um problema: ela havia comido sementes de romã no submundo — um gesto simbólico que a ligava para sempre àquele lugar.
Como solução, foi decidido que Perséfone passaria parte do ano com Hades no submundo (outono e inverno) e parte com Deméter na terra (primavera e verão). Esse ciclo representa o ritmo das estações: quando Perséfone está no submundo, a terra se torna fria; quando retorna, tudo floresce.
Esse é só um dos muitos mitos que permeiam nossa cultura, nossa arte e até nossa linguagem. Na mitologia greco-romana, deuses, heróis e monstros não são apenas figuras distantes: eles espelham nossos medos, desejos e dilemas humanos.
(*) Gentileza Instituto Ling