Na mediana das análises sobre o grande vencedor do Grande Prêmio do Brasil, levou-se em conta as pesquisas que davam conta da leve superioridade de Flávio Bolsonaro. Entretanto, ao ver a mobilização dos petistas e o furor da militância se instalava a dúvida.
A aposta majoritária era de que fosse quem fosse o vencedor seria por margem pequena. Afinal, só uma pesquisa, a Iris, dava Flávio vencedor com margem folgada. Abertas as urnas e contados os votos, as previsões foram se confirmando.
Até metade da apuração, estava pau a pau. Mas Lula virou o jogo em estados importantes, como Minas Gerais. Aí deu pra bolinha de Flávio.

O ataque do menino
Em uma eleição muita coisa pode dar errado, mas quase todas as hipóteses estão cobertas por um plano B. O El Niño foi a zebra que ninguém cogitou.
Boatos do mal
A boataria de que haveria quebra-quebra deixou muita gente receosa de sair para a rua e até com medo de votar. Sempre aparecem irresponsáveis nestas horas.
Breve aqui
O futuro presidente terá que tomar medidas drásticas e impopulares já na largada. O Brasil está quebrando. Para o lado que se olhe, a nau está fazendo água, começando pelo rombo fiscal. Desde setembro, foi um pacote de bondades a cada quatro dias.
O desafio do diesel
Cedo ou tarde, o governo terá que encarar a questão do óleo diesel, cujo preço na bomba está 50% abaixo do valor internacional. Para evitar desgaste na campanha, o governo Lula está subsidiando esse combustível.
O pior é que não tem solução fácil. Se subsidiar, aumenta o rombo fiscal, se praticar o preço do mercado, a inflação explode, e os caminhoneiros quebram. Sai dessa.
Estatal sigilosa
Os Correios estão acumulando prejuízo em cima de prejuízo há anos. A última foi a compra de 63 mil computadores, o que seria explicável não fosse o fato de os detalhes da transação estarem em sigilo. Por quê, não se sabe. Mas uma estatal deveria ser transparente.
Os Correios estavam entre os três melhores serviços postais do mundo até os anos 1990. No governo Dilma Rousseff, a diretoria foi dada ao MDB mineiro por serviços prestados na campanha eleitoral.
De lá para cá, foi um desastre. Dar a políticos a gestão de uma estatal é a pior medida que um governo pode fazer. Deu no que deu.