Desde o início da campanha 2026, dizia-se, para quem quisesse ouvir, que o time da casa venceria o pleito e que o candidato principal de oposição comeria poeira. Ainda, que talvez houvesse uma chance da oposição fazer frente ao candidato oficial com um nome ou nomes de peso.
Rato em guampa
As primeiras pesquisas mostraram que a guerra seria travada entre dois, pois o segundo time chegava aos 10% e dali não passavam. Mas a diferença entre os ponteiros não era tão folgada assim.

Então, os estrategistas do jogador do governo sacaram um pacote de bondades sugadas do contribuinte e que causaram rugas de preocupação no mercado. Isso porque canetas emagrecedoras, aumento do Bolsa Família e outras impactariam no orçamento 2027, que já estava mais apertado que rato em guampa.
Embora a distância entre o candidato oficial fosse entre razoável e boa, um segundo turno incomodava o Planalto. Então os municiadores do canhão do chefe sacaram obuses de prata um atrás do outro. Mesmo assim, a distância não era segura.
Banco de reservas
O banco de reservas do chefe começou a jogar por fora. Eles usavam vestes pretas e eram temidos por chutes a gol de dentro do túnel e não do gramado.
Mesmo assim, a distância encurtava. O chefe começou a ficar nervoso. Não foi a um debate e chamou o adversário de vira-lata.
Providencialmente, o banco de reservas incluiu um jogador a mais para perturbar a partida. A emissora que narrava o jogo protestou, mas nada podia fazer.
De 0 a 100 em três dias
Nos últimos dias de campanha, o jogador do time desafiante viu sua trajetória acelerar. E a última pesquisa mostrou empate entre os dois. Pior, o time visitante poderia vencer.
A essa altura do campeonato, já ganhava vulto o temor que, se o resultado do jogo não favorecesse o time da casa, a partida seria decidida no tapetão.
Na marca do pênalti
Apesar dos votos do Nordeste terem diminuído a diferença entre Flávio e Lula, o primeiro vai para o segundo turno com vantagem. Segundo turno é outra eleição.
E o jogo vai ser pesado, muito pesado. Tenho convicção que ser derrotado não era considerado por Lula.
No Rio Grabde do Sul, deu a lógica, Luciano Zucco, do PL. E um senador do mesmo partido. Eu achava que Manoela DÁvila seria eleita com os votos da esquerda. Mas não.
Reforma tributária
A Reforma Tributária e seus impactos estarão entre os temas do XIII Congresso de Direito Tributário – Questões Polêmicas, que reunirá mais de 25 palestrantes nos dias 5 e 6 de outubro, em Porto Alegre. O evento integra a programação do centenário do Instituto dos Advogados do Rio Grande do Sul (IARGS).