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A guerra nos oceanos

A contabilidade dos navios afundados nos oceanos do mundo se limita apenas a algumas guerras, e existe uma estimativa razoável para a II Guerra Mundial. Acredita-se que foram afundadas diretamente mais de 20 mil embarcações, parte deles petroleiros ou que carregavam combustíveis.

A poluição foi tremenda e mesmo que, na época, este assunto era escondido em nome da vitória. Só os U-boats (submarinos) alemães afundaram 2.955 navios, seguidos pelos EUA (1.994 navios) e Reino Unido (1.625 navios).

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O mar se regenera, mas isso valia até a descoberta do plástico. Viraram a lixeira do mundo.

Balas perdidas e achadas

Os conflitos recorrentes no Oriente Médio envolveram um número tremendo de projetis de todos os calibres, restos de bombas e mísseis na terra firme e no mar. Sempre achei curioso o fato de não haver registro de balas perdidas disparadas para o ar pelas AK 47 nos países árabes como aqui se larga foguete no Dia de São João. Acontece um caso nas favelas do Rio de Janeiro e vira notícia de jornal.  

Os maiores poluidores do planeta

Qual é uma das maiores poluidoras do planeta? A roupa que você está usando. E não é de hoje.

A humanidade se veste de vários tecidos desde que desceu das árvores. E mesmo peças feitas com fibras de plantas não se decompõem facilmente. Olhem as múmias egípcias envoltas em pano de algodão há cinco mil anos e que mesmo à luz do dia ainda estão razoavelmente intactas.

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A poluição têxtil é um grave problema ambiental global, com cerca de 92 a 100 milhões de toneladas de roupas descartadas anualmente. Destas, 4 milhões só no Brasil. O setor é responsável por até 8% das emissões globais de gases de efeito estufa, alto consumo de água e contaminação por microplásticos sintéticos e produtos químicos.

Roupas sintéticas, como poliéster, podem demorar até 200 anos para se decompor. Grandes quantidades de lixo têxtil do hemisfério norte são enviadas para países em desenvolvimento, criando lixões visíveis do espaço, como no deserto do Atacama, no Chile. Na África, a lixeira ocidental são os desertos.

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A solução colonial

Como faziam os pais das crianças das colônias nos séculos 19 e 20. A roupa do irmão mais velho servirá para a criança de hoje quando ela atingir essa idade. E, por sua vez, a dela será para o maninho, que talvez nem tinha nascido ainda. Mas as famílias guardam no fundo do baú.

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Quero crer que usávamos calças curtas na meninice para economizar pano. Roupas dominicais duravam gerações. O vestido de casamento da vovó era usado pelas netas.

Fábrica-conceito

Foto: Lucas Machado/Divulgação

Durante a 49ª Feira Internacional de Couros, Produtos Químicos, Componentes, Máquinas e Equipamentos para Calçados e Curtumes (Fimec), 124 alunos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-RS), integrante do Sistema FIERGS, assumem, junto dos instrutores, a operação do espaço da entidade enquanto produzem mil pares de calçados diante dos visitantes. Assim, vivenciam, na prática, a rotina de uma indústria do setor calçadista. A dinâmica permite que o público acompanhe em tempo real o processo produtivo.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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