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A Globo se mexe 

Como sabido é, a Rede Globo anda com problemas sérios na sua programação, não apenas para preencher o buraco deixado pelo Faustão. Luciano Huck não emplacou. A família Marinho voltou ao comando e, em menos de uma semana, já freou o caminhão das melancias para que se acomodassem. Ainda é um canhão, mas perdeu audiência, dinheiro, e principalmente, simpatia. Ouso dizer, eficiência. Já vinha perdendo. Não é de hoje.

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É do jogo

Simpatia é algo que não se compra em farmácia. Por causa da sua orientação editorial já perdeu muito ao longo das décadas. Hoje, é um paradoxo. Como já falei, é anti-Bolsonaro, mas a esquerda a detesta. É odiada pela direita e pela esquerda. Antipatia – em parte culpa dela – é coisa que gigante atrai às pamparras, seja pessoa física ou jurídica. Em média, brasileiro detesta quem dá certo.

https://cnabrasil.org.br/senarMalhação de velhinho

Pelo que dizem os sites que acompanham as grandes emissoras,  a série teen Malhação vai sair do ar. Pudera, está no ar há 25 anos. Adolescentes da época hoje são pacatos pais de família rumo à meia idade.

São outros quinhentos

Tempos normais são vídeos em slow motion. A pandemia é o contrário, é no acelerado. Como as guerras, a doença acelerou extraordinariamente descobertas médicas, conhecimento de vírus, tratamento. Paradoxalmente, o coronavírus ainda é um ilustre desconhecido escondido numa caixinha de surpresas.

Efeitos colaterais

Não fosse a I Guerra Mundial, os motores, automóveis e aviões, linhas de produção nas fábricas e a logística ainda estariam na idade da pedra. Então guerra é bom? Não, claro que não. Mas ao contrário dos medicamentos, os efeitos colaterais delas são benéficos.

A hora do lamento

Volto a dizer, e digo com tristeza. O corte da propaganda das estatais e da publicidade legal na imprensa mostrou que ela precisa do dinheiro do governo para sobreviver com alguma folga. Às vezes, é diferença entre a vida e a morte.

A revolução do sorvete

Claro que parte da queda da receita deveu-se à mudança da cultura do anúncio. Por sua vez, causa da também – em parte – de outra tristeza contemporânea, o prazer de ler. Com a verborreia das redes sociais, informação é como sorvete: se não comer ligeiro, derrete.

Barreira de contenção…

…das vendas é a perda de renda pela pandemia e pela inflação, o mais cruel dos impostos. Guio-me pelo que dizem os executivos dos shoppings. Eles falam que as vendas estão melhorando, lojistas estão voltando aos poucos. Há um certo alívio, mas o problema é a barreira.

É como no copo meio cheio ou meio vazio, você decide.

A mordida

Um vereador de Porto Alegre disse que foi mordido por um manifestante durante a discussão sobre o passaporte vacinal. É o rabo sacudindo o cachorro.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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