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A galinha grevista

  Agora que as ferrovias voltam a ser assunto, cabe lembrar que, até meados dos anos 1960, o Rio Grande do Sul tinha uma estatal, a Viação Férrea do RGS (VFRGS). Utilizava os mundialmente famosos e luxuosos vagões Pullman.

Mas a bitola era estreita, 1 metro. E a velocidade não passava de 60 a 70 Km/h. Cansei de viajar para Montenegro, uma linha que passava por São Leopoldo, Capela de Santana, Montenegro e depois ia pra Caxias do Sul.

Foi para o espaço  por causa da infeliz opção pelo rodoviarismo. E, sobretudo, porque era estatal, portanto mal gerida.

  Outro motivo para não ter muitos passageiros foi a falta de pontualidade e viagens suspensas. Como o Partido Comunista Brasileiro (PCB) tinha forte influência entre os ferroviários, as greves eram constantes e até diárias.

Foi o fim do glorioso trem gaúcho. Mataram a galinha dos ovos de ouro que pagava seus salários.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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