O impacto das revelações da empresária Roberta Luschinger envolvendo Lula e Lulinha, mais o debate de ontem à noite entre os dois candidatos, será como feijoada, leva um tempo para ser digerida.
A reta final
Não recordo de uma semana tão tensa como esta, dias que antecedem a eleição do segundo turno. Sem dúvida é a mais importante em décadas.
De um lado, o lulismo, de outro, o bolsonarismo. E um grenal de dimensão nacional.
E também e uma eleição que decide o futuro de um partido, o PT. Será a última eleição que Lula vai disputar. Sem ele, o PT não é a mesma coisa.
O sentimento antipetista
É uma realidade que carregou Flávio Bolsonaro para o segundo turno. Não é o candidato dos sonhos de muitos que votaram e votarão nele domingo que vem.
Se o governador paulista, Tarcísio de Freitas, não tivesse desistido de concorrer, é possível que o quadro seria bem outro.
E se o dono do PSD Gilberto Kassab tivesse escolhido o governador gaúcho Eduardo Leite em vez do goiano, o quadro poderia ser outro? E muito se. A política e a vida não vivem de se.

As pesquisas
Como alguém já disse, não se trata de colocar as pesquisas no banco dos réus. Mas, depois do primeiro turno, é preciso que elas sejam encaradas de forma diferente.
Independentemente do erro na diferença, há algumas realidades que não podem ser ignoradas. Todos os institutos, todos, deram a Lula entre 46% a 49% de intenção de voto, e deram a Flavio entre acima de 50% que agora o colocam a dois ou três pontos de diferença de Lula.
Hoje, Lula tem o mesmo percentual, então é óbvio que foi Flávio que caiu e não Lula que subiu se eles estiverem certos. O que nos leva à rejeição perto dos 50% de ambos. Será a eleição do menos pior.
Se as pesquisas estiverem certas, a diferença entre os dois candidatos será mínima. Se Lula perder, temo terremotos institucionais. O PT não trabalha com a derrota.
As bondades que não deram certo
Desde setembro, o governo Lula concedeu um pacote de bondades a cada quatro dias, fornalha escancarada de buscar votos – que não vieram. Lula tinha antes dele o mesmo percentual de agora.
O incrível, que no Brasil se torna crível, é a justiça eleitoral aparentemente não ver problemas na distribuição de recursos que não são nem do fundo eleitoral nem do fundo partidário.
A herança do vento
É um pacote de 300 bilhões de reais até agora e aumentando, porque ainda há a promessa de ônibus grátis em todo o país e isenção de impostos nos produtos da cesta básica, promessa feita por Lula no horário eleitoral gratuito. O próximo presidente vai ter que suar sangue para cobrir esse rombo, realidade que se traduz no aumento do rombo fiscal.
Tomo emprestado o título de um filme antigo para definir o futuro do futuro presidente: o vento será tua herança.
Castelo de cartas
O Brasil não é um país fácil. Por obra de uma estrutura política que chegou ao poder graças a artimanhas partidárias chanceladas por uma sociedade fraca, se tornou o leito da irresponsabilidade.
Lua de fel (☆)
Planejar R$ 45,8 mil e terminar gastando cerca de R$ 56,2 mil: essa é a realidade dos noivos brasileiros em 2026. Com o orçamento da cerimônia estourando em mais de 22%, a saída encontrada pela maior parte dos casais (62,5%) foi sacrificar a tradicional lua de mel, reduzindo-a ou abrindo mão dela, para evitar a inadimplência logo no início da vida a dois, é o que aponta um levantamento do Casar.com em parceria com a Serasa.
(☆) Na Bíblia, a palavra fel refere-se a substâncias de sabor extremamente amargo ou venenoso.