Sinto saudades dos tempos em que o publicitário mas sobretudo artista plástico Henrique Fuhro era vivo e batíamos longos papos no bar Oásis, do português Zé, na subida da Rua da Praia ao lado da ainda existente confeitaria Princeza. O gordo, quando se referia à alguma mulher de vida airosa, falava em “grinfas”. Era grinfa pra cá e grinfa pra lá. Em vez de dizer “sim” ele exclamava “simderlei!”. Ou seria “sinderlei”? Tanto faz. O Fuhro era uma figura. Inesquecível e insubtituível.