Li num site que metade da comida produzida no mundo vai para o lixo. Não faz muito li que, nos Estados Unidos, as pessoas se servem com pelo menos 20% mais do que comem. Na média, se é que dá para fazer uma média, sempre sobra no mínimo 10% nos pratos da comida do dia a dia.
Era uma piada verdadeira daqueles anos: em país pobre se come carne de primeira, em país europeu e rico, come-se carne de segunda. Outro dia, o dono de um espeto corrido contou que uma pessoa come, em média, 300 gramas de carne. Mas que ele compra quase dois quilos para cada freguês. Fiquei perplexo – mas como?
A explicação me pareceu convincente. Deste peso tem que tirar as gordurinhas e as pontas. No caminho para a churrasqueira se perde outro tanto; a carne perde água; o garçom bota o espeto e você tira uma lasca, come um pouco e pede outra porção, e assim vamos desperdiçando comida. Por último, tem as duas pontas do espeto. Ninguém come as pontas, a de baixo e a de cima. Tudo vai fora ou vira croquete.

