Com alguma frequência, perguntam-me qual a diferença nas redações nos anos 1960 e 1970 com as de hoje. Pois eu digo qual é: depois da catástrofe climática de sexta-feira passada, que se estende até hoje, as redações deveriam estar fervilhando de gente no sábado de tarde e ontem. Fervilhando de repórteres que, mesmo de folga, deveriam ir direto para as redações para se oferecer para cumprir pautas.
Não ligar antes, ir direto. De preferência, catando informações e fotos no caminho e até antes. Não é o que acontece em casos assim. Olhem o exemplo do Diego Casagrande, que não estava trabalhando mas, de dentro do carro, durante o tempo em que a bateria durou, percorreu avenidas e ruas relatando o que via para o programa de Milton Cardoso, na Band, no AUGE da tempestade.
Não era obrigação dele? Era, aí que está. Podia se fingir de morto, como (não são todos) repórteres burocráticos, pressurosos em ir logo para casa e sempre de olho no relógio. É gente sem ambição, condenada a ser empregadinho doméstico por toda a vida.
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