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A banda dos pandas

Antes mesmo de ursos panda serem atração mundial, eu vinha botando meu olho nestes simpáticos felpudos. Vi e revi centenas de vídeos e milhares de fotos e cheguei a uma conclusão: pandas não existem. São fake. É a maior fraude ecológica que há.

O que vemos em filmes, vídeos e fotos. É só casca. Existem homens pequenos por dentro deles, talvez uma raça de pigmeus de tribos pouco conhecidas da Mongólia. Observem a naturalidade com que eles sentam, olham, comem brotos de bambu. Quase vejo eles comendo comida chinesa com pauzinhos. Acho que o comunismo capitalista chinês preparou meticulosamente essa conspiração. Eles não parecem humanos, eles são humanos.

Há dias, vi na TV um deles sentando numa cadeira comendo alguma coisa. Juro que vi o panda cruzar as pernas, como nós fazemos. E aqueles olhinhos inteligentes, hein? E quando coçam o sovaco – ficar dentro daquela pele deve dar coceira – fazem como nós.

Isso é coisa de comunista-panda para atrair turistas e seus dólares. Não se pode confiar em comunista, ainda mais comunista-capitalista como eles são. Ah, mas um dia a casa cai. Ainda verei a Revolta dos Pandas Que Não São Pandas, marchando e berrando na Praça da Paz Celestial em Pequim “chega de escravidão!” emergindo das peles e, fantasia vestida por um salário de fome. Aí eu quero ver o que vai dizer a Justiça do Trabalho. Imaginem milhares e milhares de ações trabalhistas ao mesmo tempo.

E aí vai ter uma CPI internacional para investigar outro mistério: que fim levaram os pandas cujas peles foram vestidas por humanos fantasiados de pandas?

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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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