Quando fechou o antigo Correio do Povo, em 1983, e o império de Breno Caldas derreteu igual a sorvete no deserto do Kalahari, eu estava num almoço no Plaza São Rafael. Ao meu lado, o Armandinho Garcia pediu que eu confirmasse a infausta notícia. Sim, disse – eu fazia o Informe Especial da ZH.
– Ruim pra vocês. Não terão alguém no retrovisor e perderão a referência – filosofou.
Sábio esse Armandinho. Acontece o mesmo com o Grêmio. Com o Inter na segundona, não tem mais o inimigo no retrovisor. Não foi uma boa para meu clube ficar solito na A. Com todo respeito, o Inter hoje trafega em estrada vicinal.