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Inimigo secreto

Pesquisa feita pela The Body Shop Global, que estudou comportamentos de 1.950 homens e mulheres em dez países de cinco continentes, Brasil entre eles, mostrou que, na maioria deles, as pessoas acham que não é bom abrir os presentes na hora. No Brasil, é meio a meio. Eu sempre soube que era falta de educação não abrir na hora, desdém pelo mimo. Mas, enfim, a humanidade pode viver sem essa culpa.

Presentes. Às vezes são coisa do diabo. Você se esforça para dar um presente que acha bonito e bom e quem o recebeu acha uma bosta. Aí depende da sensibilidade. Uma coisa é certa: raramente quem não gostou dele reconhece. Ao contrário, se desmancha em ais e ois que-coisa-mais bonita-você-se-lembrou. Pura falsidade. Aliás, o cúmulo da falsidade é a frase “Não precisava…”

Na infância, de aniversário, recebíamos meias ou sabonete, quando muito conjunto de sabonete e talco. Agora, pijama ou cueca. No amigo secreto, do qual fujo como diabo da cruz, dava caixa de bombom Kopenhagen e de volta recebia uma gravata comprada em balaião da Voluntários da Pátria. Sem falar que tem que dar mimo justo à pessoa que você odeia.

A instituição do amigo secreto é uma das tantas provas que o a vida não é justa.

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Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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