Há uma questão em aberto nas propinas que, em parte, foram repassadas para financiar campanhas eleitorais. Um candidato que recebeu do próprio partido dinheiro que ele não sabia ser mal havido tem culpa no cartório? A não ser que já tenham inventado cédulas impressas com atestado de bons antecedentes.
Por outro lado, procurar políticos de carreira que não tenham recebido verbas ilegais para custear suas campanhas é ter a mesma ilusão que tinha aquele cidadão que percorria incansavelmente prostíbulos em busca de uma moça virgem para casar, como ironiza o leitor Manoel Luiz dos Santos.