Você abre os jornais ou vê telejornais e, em seguida, surgem catadupas de números e percentuais sobre a situação da economia do país. Ilustram o que vai bem ou que vai mal, e os textos falam em realidades boas ou más incompreensíveis para o leigo. Nos telejornais, a ênfase é dada por um ponto de exclamação invisíveis pelos âncoras.
Eu falei leigos? Pois eu duvido que 10% dos jornalistas – e estou inflacionando o percentual – saibam definir o que é superávit primário, balanço de pagamentos, entre tantas outras expressões. A verdade é a seguinte: o jornalismo desaprendeu a contar histórias. Em boa parte, somos meros papagaios do economês.