Mais repetido que o Bolero de Ravel é o argumento de que, sem uma reforma administrativa de fato e um enxugamento do funcionalismo público, nunca sairemos do buraco. É claro, saliento, é claro que há setores da administração direta em que falta gente, mas, no grosso, sobra gente. E como sobra. Ao longo dos anos, sempre espicaço meus amigos funcionários públicos a dizer se ele concorda com a tese de que se cortar 30% não faria diferença na eficiência. Até hoje nunca ouvi alguém discordar.