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A guerra começou

No futuro, saberemos que a Grande Guerra Nacional começou sete minutos depois que a Justiça Eleitoral declarou Lula vencedor do segundo turno. Atendendo pedido do ministro Alexandre de Moraes, a Polícia Federal proibiu Flávio Bolsonaro de deixar o país. Ainda ordenou que ele entregasse o passaporte. Não contou com a astúcia do senador, que picou a mula em um jato que decolou em cidade Argentina.

Os antecedentes 

A campanha de Lula teve o uso da máquina do governo, com farta distribuição de bondades dirigidas para o povo que vota – desde setembro. Um pacote a cada quatro dias.

O governo Lula usou e abusou de distribuir toda sorte de benesses para obter, em troca, os votos que acabaram por lhe dar a vitória. O assombroso é que nenhum partido questionava estas bondades porque algumas claramente se enquadraram como “conduta vedada” (aos candidatos) na legislação eleitoral.

Passada a eleição, Flávio chegou a pensar em tentar anular o pleito por “abuso do poder econômico”. Teria a mesma chance que alguém ganhar a Mega Sena acumulada sem jogar. 

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Se ficasse no Brasil, é bem provável que fosse preso, mais cedo ou mais tarde. Teríamos então a estranha condição de pai e filho presos.

Palanque trumpiano

Nos Estados Unidos, Flávio deve ser uma pedra no sapato do governo Lula. Poderá dizer que houve fraude, pode usar como argumento da interrupção de 45 minutos na apuração dos votos do primeiro turno. Ainda pode alimentar o argumento falando que, após os 45 minutos, Lula passou a subir e quase encostar em Flávio. 

Mesmo lutando para não acreditar nessa possibilidade de fraude, confesso que a explicação para aqueles 45 minutos de parada nos boxes foi estranha.

Adeus pacificação

A batalha seguinte pode acontecer em janeiro, quando o novo Congresso tomar posse. E será um Congresso de direita que não gosta do Supremo, em especial do ministro Alexandre de Moraes.

O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, segurou a barra de Moraes barrando todos os pedidos de impeachment. E foram dezenas.

E ele é assim-assim com o governo Lula e não quer briga com o STF porque tem aquele apêndice que fica atrás dos bichos e pode ser muito comprido. Ficará no comando da casa com a nova composição? 

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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