Muito Barulho para Nada é uma comédia romântica de William Shakespeare que mistura enganos, intrigas e romances em Messina, na Itália. A sessão plenária do STF para julgar se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado e, posteriormente, condenado ou não, foi uma cópia quase fiel da peça do Bardo, como Shakespeare é chamado.
O grupo dos 11
Na realidade, são 10 ministros da mais alta Corte do país, um está vago. Como dois se declararam impedidos, foram oito a não decidir coisa alguma. Significou que os mais de 400 jornalistas que acompanharam a sessão perderam a viagem. Mais uma vez, muito barulho por nada.

O modo brasileiro de ser
O Direito é lento. A Justiça é lenta. É da sua estrutura ser devagar. Bastava um ministro pevir vista que tudo seria procrastinado.
Sem novidades no front
É o título de um filme do escritor alemão Erich Maria Remarque. Narra a história de um soldado alemão que sai da trincheira e volta para casa em breve licença.
É um drama pungente também levado à tela grande. Pode ser também um resumo da sessão do Supremo de ontem.
O Barão tinha razão
Aparício Torelly, o Barão de Itamar – uma batalha que não houve – era um tremendo humorista e pinçava idiossincrasias brasileiras como ninguém. Uma tirada dele também resume a sessão de ontem: de onde menos se espera, dali mesmo que não sai nada.

O velho Stan
Stanislaw Ponte Preta era o pseudônimo do jornalista e compositor carioca Sérgio Porto. Cunhou uma frase memorável, que também vejo como uma luva no Brasil de hoje: ou reinstaure-se a moralidade ou locupletemo-nos todos.
O velho Chico
Não o rio São Francisco, o humorista Chico Anysio, que criou um bordão para definir a Era da Corrupção: “Sou, mas quem não é?”.
Parole, parole
Parole Parole” (frequentemente lembrada como “Parole, parole, parole”) é um famoso dueto musical gravado originalmente em italiano em 1972. Um bom resumo para a sessão de ontem.