O que precisamente este ET pensa do Brasil, não se sabe. Isso porque nem ele fala nossa língua, nem nós falamos a dele.
Mas o outro boneco, em frente a uma loja de fantasias, no bairro Moinhos de Vento de Porto Alegre, que não é ele é ela, e meio que representativo do povo brasileiro – é uma pata. Patos somos nós, em um país cheio de desmandos e negociatas travestidos de negócios. Quando não somos patos, pagamos o pato.
O tudo ou nada do Adão
Um colega jornalista já falecido, Adão de Oliveira, morou por décadas em Brasília. Sabia tudo da Capital federal. Foi chefe de gabinete de ministros, conheceu presidentes, tinha amizades nos círculos do poder, enfim, Brasília era com ele mesmo.

Pois o Adãozinho costumava dizer que, em Brasília, tudo pode acontecer, inclusive nada. Desconfio que nesse rolo que gostaria de batizar como 131º provável e a segunda hipótese.
Campanha, que campanha?
Não tenho lembranças de uma campanha eleitoral tão morna como está. Pode ser que esquente mais adiante, porque combustível não falta. No entanto, a verdade é que o povo está mais preocupado com sua sobrevivência.
Falta dinheiro no fim do mês para a classe média: o andar de baixo vive de bolsa-família e ausência de imposto de renda até 5 mil mensais. Não é um mau salário neste país pobre.

Pelo menos para eles. Por isso, o desemprego está tão baixo. Para muita gente, está bem assim.
A fraqueza do comércio
O fato é que o comércio brasileiro anda pela bola 7. Foram 549 recuperações judiciais no setor só no terceiro trimestre.
E segundo o site Monitor, 12 grandes empresas brasileiras estão em alerta financeiro, maioria devendo para bancos. Quando uma grande empresa entra em recuperação judicial arrasta outras, especialmente fornecedores.
O negócio Estado
Na minha opinião, estamos entrando em um novo tempo, um novo modelo de economia. Ou seja, o uso do Estado como forma de ganhar muito dinheiro livre de impostos e sem culpa. Ao contrário, esse tipo de “empresário” vai perder as aspas e estranhar quem acha estranho ou errado esse tipo de negócio.
Para a plebe
Um negócio que não vai sofrer ou sofrer pouco com a crise medonha que se avizinha é comida. De bufê a fast-food das grandes redes, especialmente.
O futuro da comida vai ser comida liofilizada, ou desidratada. Comida de astronauta. Bota água e ela incha. Seja qual for a forma ou conteúdo. Historicamente comida, e ainda mais comida portátil, tem presente e tem futuro.