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Elas por elas

O Irã fechou novamente o Estreito de Ormuz. Em represália, Donald Trump disse que vai abrir o estreito. No entanto, vai cobrar 20% sobre o valor das cargas dos navios que por ele passarem.

O deus dinheiro manda mais que mísseis. E o Brasil, no meio dessa ronha. 

A pasmaceira depois do fiasco

O que essa Copa do Mundo teve de diferente foi a falta de reação do torcedor brasileiro diante da eliminação precoce da seleção, que já foi gloriosa. Apesar de todo o colorido, visuais caprichados, aqui e nos estádios, a impressão é que esses guizos falsos de alegria já embutiam um conformismo.

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Tirando uma reação de Romário pedindo a cabeça do treinador Carlo Ancelotti, não houve coro de descontentes. Como se já fosse esperado. De fato, no fundo, o torcedor sabia que não iríamos longe.

O que há, dona Globo?

Foi a Copa da Cazé TV, que goleou a Globo em matéria de transmissão dos jogos. Mas não deu para entender porque no final de semana a emissora dos Marinho não transmitiu os jogos da Inglaterra-Noruega e Argentina com a Suíça.

Sorte do torcedor que tem Internet no televisor. Mais especificamente, YouTube.

 O futuro da TV

Um importante empresário da área televisiva diz que o futuro da TV será o YouTube. Falou isso antes da Cazé TV.

Há anos, especula-se sobre o futuro da televisão. Eu cheguei a imaginar que os televisores dariam lugar à holografia.

Tudo dançando na sua frente em qualquer lugar. Ainda me parece um futuro possível. 

Cazé, de Casimiro

O rapaz deu uma rasteira na Globo ao pular na frente e acertar a transmissão dos jogos com a Fifa. E além do lucro com inserções comerciais, já passou a bola para frente.

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Casimiro não é mais dono do canal e vendeu a totalidade de sua participação de 49% na CazéTV para a empresa LiveMode, que agora detém 100% do negócio. Em troca, ele passou a integrar o quadro de acionistas do grupo corporativo em nível global.

Até que demorou

A Fifa investigou um possível toque da bola no gol de empate da Inglaterra com a Noruega no cabo aéreo em que deliza uma câmera de vídeo e concluiu que não foi o caso. Mas é deveras curioso o diagnóstico que levou à essa conclusão:

“Não houve alteração no batimento cardíaco da bola quando ela estava no ar”. Antigamente era o torcedor que tinha alteração no batimento cardíaco.

Tiro no pé

O ministro Alexandre Moraes suspendeu visitas do pré-candidato Flávio Bolsonaro ao pai, alegando que uma carta do pai lida nas redes sociais configura propaganda antecipada. Ora, isso é vitimizar pai e filho justo quando a campanha eleitoral ganha destaque com o final da Copa. 

E por falar em propaganda antecipada: aquela enxurrada de comerciais nas redes de televisão destacando feitos do governo Lula é o quê?

Chegou a hora

Candidatos que não entusiasmaram o eleitor jogam suas esperanças no fim da Copa e início do horário eleitoral. Parece que sim, essa combinação deve mexer com os percentuais de intenção de voto.

Entretanto, o que realmente mexe com eles é o famoso fato novo. Com a horta de pepinos e assombrações envolvendo corrupção e mais os esqueletos do Banco Master, será um milagre se um deles não aterrissar no colo de alguém.

A fuga da vergonha na cara

Há um tango chamado Signo 20 Cambalche que deveria ser mais famoso que é. Composto há décadas, e cantado por Carlos Gardel, a letra é de uma amargura e desecanto com a humanidade. Eis um trecho:

Hoy resulta que es lo mismo ser derecho que traidor
Ignorante, sabio o chorro, pretencioso o estafador
Todo es igual, nada es mejor
¡Lo mismo un burro que un gran profesor

https://www.senar-rs.com.br/

Lembrei dele ao ler que o candidato Flávio Bolsonaro conseguiu o apoio do partido Republicanos em troca de uma vaga no STF – se ele vencer, é claro. Tudo é escambo na política. Tudo. Nem ficam mais vermelhos. 

O xis do problema 

De acordo com a coordenadora dos Cursos de Tecnologia do Senac São Leopoldo, Dalvana Ribeiro, as organizações procuram profissionais capazes de aprender rapidamente, atuar em equipe e transformar o conhecimento tecnológico em resultados concretos para o negócio. “Hoje as empresas querem pessoas que consigam unir conhecimento técnico com capacidade de resolver problemas reais. Não basta apenas dominar ferramentas, é preciso transformar tecnologia em resultados”, destaca.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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