Semideitado em uma cama articulada de hospital, não me restou alternativa senão ver televisão. Primeiro, deixa eu explicar que estou me preparando para uma colostomia. Diferente da outra, que é apenas ver o essencial, acho que é câmera analógica, esqueci o nome.
O progresso da Humanidade sempre me espanta. Eles dão um jeito de enfiar dentro do seu corpo uma câmera de vídeo, mas que você não vê a imagem. É o sonho de todo censor.
Pôs então, como dizem os caras da Fronteira Oeste, vejo TV há 3 dias e parte das noites e madrugadas. Com um detalhe: todo dono de emissora de televisão, todo ator ou atriz e todo diretor de novela deveria ver um filme ou novela para ver como alguns artistas representam mal.

Isso só se percebe melhor quando se tira o som. A boca, as mãos não mentem. Muito menos o corpo. Outra falhas gritam também, como erros de produção, entrada dos figurantes etc.
O país maravilhoso que perdemos
Mas eu queria mesmo chamar atenção para o país maravilhoso em que vivemos. Mesmo não sendo ano de eleição para prefeito, alcaides, secretários de Estado, governadores, ministros e nosso presidente pré-candidato falam e mostram um país onde tudo funciona.
Pobreza só é mostrada quando entra um candidato ou partido de oposição. Deve ser mentira, não pode tanta gente do governo mentir tanto.

É contra a lógica. Ou então, o excesso de água mineral e falta de um bom filé com fritas, enquanto espero o exame, fizeram-me delirar.
Pensamentos hospitalares
Vi que uma atriz famosa e um ator famoso revelaram que esperam um filho, a notícia impactante que pode mudar o mundo! Mas logo cai na real.

Exame mais inútil que existe é a ecografia, que revela o sexo da criança. Como é que podem saber que quando crescer vai ser mesmo ele ou ela?
The last but not the liest
Amanhã eu conto a segunda parte deste capítulo. Posso adiantar que o diabo não era tão feia como parecia. Provisoriamente, como tudo na vida.