Não sou um navio, mas de vez em quando, preciso de alguns reparos. Coisa de máquina velha com mais de 83 mil quilômetros rodados.
Estou na oficina Hospital Moinhos de Vento onde uma equipe de doutores e mecânicos vai ver onde é o vazamento. É curioso como a medicina moderna e de ponta usa câmeras e vídeo.

Elas são tão pequenas que conseguem ver nas menores reentrâncias do corpo humano. Como não consigo ver o vídeo, imagino que seja a cores e com superalta definição.
O que é o estudo, não é mesmo? Parece que são tão precisas que podem consertar peças defeituosas na hora.
Se for algo mais grave, bom, aí tem que abrir uma parte. Até o motor também não se faz como antigamente. Entretanto, o chefe da oficina me disse que talvez seja apenas um vazamento no cárter do óleo. Como dizem os castelhanos, vamos a ver.

A oficina abre às 9h e aí pelo meio da tarde já saberei no que deu. No máximo à noite.
Enquanto redijo estas mal traçadas linhas, fico pensando se o motor Brasil tem jeito. Os donos do possante não têm feito o dever de casa ao longo da história desse caminhão. Na realidade, desde que foi achado – ou comprado – sempre foi maltratado.

Às vezes, corre demais, às vezes, anda com passo de tartaruga artrítica. Já tiveram que trocar peças como ele em movimento. O ideal é arrumar peças originais. No entanto, ele já tem tantos remendos que nem mais se sabe que marca é.