O número 2222 para o candidato ao Senado no Rio de Janeiro pelo PL está sendo disputado a tapa. Lembra a campanha do empresário calçadista da cidade de Campo Bom, Cláudio Strassburger, para deputado federal na eleição de 1978 no Rio Grande do Sul.
Foi a primeira do país pensada e executada de forma científica, digamos assim. E eu fui um dos contratados para este fim pela agência de publicidade Publivar, do saudoso Salimem Jr.
Começou com a escolha do número 222 – o partido era o PDS, 22. “Compramos” o número, posso dizer. Tudo girava em torno dele. Embora o PDS não fosse um partido que o eleitor gostasse.
Foi uma caminhada com muitas peripécias. Em dado momento, descobrimos que, entre as dezenas de calçados, chinelos e sandálias, havia um cujo número no catálogo de produtos era 222.
Então a agência criou um comercial com o número 222 em texto e áudio. A justiça eleitoral bem que tentou embargar a peça publicitaria.
Mas fizemos cara de inocente. Afinal, o produto existia e era 222.
Se deu certo? Strassburguer fez mais de 240 mil votos, a maior votação da região Sul para deputado federal.