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De tédio não morremos

Houve tempo no jornalismo brasileiro em que a cada reunião de pauta não era incomum que à pergunta “o que temos para hoje?” os editores se entreolhavam para concluir “não muita coisa”. Então tinha que cavocar algum assunto para tentar manchete ou pelo menos uma chamada de capa.

Claro, naqueles tempos a comunicação não chegava nem perto de hoje. Mesmo assim, a calmaria era frequente. Mas, como dizia o professor porto-alegrense Joaquim José Felizardo, de tédio não se morre neste país.

Novidades em penca

Se fizermos essa pergunta hoje, a resposta certamente seria “o que NÃO temos hoje”. Mesmo descontando o noticiário internacional, as guerras – em especial essa do Irã, que nunca termina – e desastres naturais, um mundo enlouquecido que age como se não houvesse amanhã, daria para fazer dois ou três jornais só com assuntos importantes. Temos a eleição e seus personagens-candidatos, para começo de conversa.

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Devagar com o andor

As pesquisas mostram que Flávio Bolsonaro caiu menos que o PT gostaria e mais do que ele gostaria. O jogo segue empatado. A rigor e fora da dupla dinâmica Lula-Flávio, os demais candidatos marcam passo.

Há um assunto que a grande imprensa evita aprofundar, a radioterapia couro cabeludo do presidente Lula. Acho certo que não se fique fazendo conjecturas.

A  radioterapia não é quimioterapia e “superficial” não é profunda. Embora 15 sessões não sejam pouca coisa. Digo isso porque não é comum a mídia manter um certo silêncio. 

Polícia 24h

Na área política é outro papo. Já faz algum tempo que o noticiário pode ser confundido com reportagem policial.  

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

A hora do Fundo Sul

A articulação política em torno da criação do Fundo Constitucional do Sul entrou em uma semana considerada decisiva para o setor produtivo da região. O coordenador do Conselho de Articulação Política da FIERGS, Diogo Bier, recebeu do relator da PEC 27/2023, deputado federal Arnaldo Jardim (Cidadania-SP), a informação de que o parecer será apresentado hoje, 1º de junho, e submetido à votação na Comissão Especial no dia 9 de junho.

A proposta busca criar um mecanismo permanente de financiamento para os estados do Sul e do Sudeste, nos moldes dos fundos constitucionais já existentes para Norte, Nordeste e Centro-Oeste. É chegada a hora.

Um futuro de assustar

É comum que se pense e diga que os robôs nunca conseguirão realizar certas tarefas humanas. Então, seria exagero dizer que pode haver desemprego causado por eles, principalmente no setor de serviços.

Eu não apostaria nenhuma ficha nessa possibilidade. Quando se fala “robô”, vem à mente uma máquina esquisita com braços e pernas articulados em formatos que pouco lembram um humano.

https://www.senar-rs.com.br/

No entanto, a indústria da robótica já consegue fabricar robôs com corpo e feições humanos. O que dirá fazer tarefas que, há nãi muito, eram exclusivas de filmes de ficção científica. Só que essa indústria já vai muito além e avança a passos largos para um estágio superior destas máquinas. 

Os humanóides

Refiro-me aos humanóides, cujos protótipos já saíram das pranchetas há muito tempo, anos até. Sabemos que a Humanidade avançou em velocidade que queima cada vez mais etapas. Consegue fazer em poucos anos o que em tempos anteriores levavam décadas. 

Imitar um ser humano com braços, mãos e pernas flexíveis já é realidade há muito tempo. Colocar um rosto de uma pessoa “normal” também não é novidade.

Em matéria de habilidade manual, temos os robôs na medicina, “tripulados” ou não por médicos, que operam vendo mãos mecânicas pelo monitor. Mesmo a milhares de quilômetros de distância.

Não faz muito tempo, a televisão mostrou uma cidade chinesa cuja indústria se dedica integralmente à robótica. Um futuro de assustar.

Havia um conjunto de dançarinos de carne e osso fazendo toda sorte de movimentos, inclusive salto mortal,  tendo ao lado humanoides imitando exatamente os mesmos movimentos INSTANTANEAMENTE. Ou seja, copiando os dançarinos em milésimos de segundo. Daí para nos substituir em tarefas domésticas ou fabris é questão de tempo. Meses até.

Colocar um humanoide para fazer o serviço de um garçom de restaurante já é possível. Diria até que ele seja mais rápido e não erre no pedido.

Desemprego na área? Sim. Pode faltar o toque humano, claro. Mas até nisso estas máquinas podem ser programadas. É questão de se acostumar.

Em outras áreas, já se pode usar drones para pequenas entregas. Inclusive no seu apartamento muitos andares acima do térreo. Então, motoboys podem perder o emprego.

O segundo passo dos robôs é pensar, digamos assim, e como comentei neste blog há dias, a perspectiva me assusta. E não estou sozinho.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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