A profusão de benefícios fiscais para a população, que nem mesmo precisa ser de baixa renda, está causando distorções que afetam profundamente as relações entre o capital e o trabalho. Até mudaram o padrão de comportamento de uma forma tal que até mesmo estatísticas não mais refletem a realidade.
Um exemplo claro, entre tantos outros, é a falta de motoristas, especialmente de caminhão. Empresário diz, com todas as letras, que não se acha mais estes profissionais, o que afetou profundamente sua empresa.
Até mesmo mesmo ações trabalhistas caíram, e há boa explicação. Em Porto Alegre, o salário gira entre 4 a 6 mil reais mensais. Mais que isso se forem motoristas de carretas, que exigem mais conhecimento.
Mas não há oferta porque os motoristas preferem ficar no Bolsa Família, Auxílio Desemprego, entre outros. Então, eles trabalham sem carteira assinada ou se contentam com o que ganham e nem precisam trabalhar.
Como não há fiscalização digna deste nome, estamos criando uma multidão de “donos de casa”, por assim dizer. Regiões como o Vale do Taquari, onde sempre havia um certo orgulho em trabalhar, agora registram falta de candidatos em todos os setores.

Por isso, o desemprego nas estatísticas oficiais vem caindo. A pergunta oficial é “procurou emprego hoje?”. Caso a resposta seja negativa, cai no escaninho dos que têm emprego formal.
O próximo presidente, mesmo que seja Lula, vai ter que rever essa política de benefícios, se não cortando ganhos aumentando a fiscalização. Lembrando que o criador do Bolsa Família não foi nem o PT nem dona Ruth Cardoso. Foi Milton Friedman, que recebeu o Nobel de Economia em 1976.
O nome oficial era Imposto de Renda Negativo, mas com severa fiscalização e por tempo limitado. Se os filhos não estivessem na escola, o benefício seria cortado imediatamente.

Milton é odiado pela esquerda porque ele é o pai do liberalismo. Para eles, o pai do neoliberalismo.
Como era verde minha Serra
Monte Verde, distrito de Camanducaia, em Minas Gerais, ganhou destaque porque foi eleita o “Melhor Destino de Inverno” do Brasil, em prêmio do jornal O Estado de São Paulo, “O Melhor do Turismo Brasileiro”. A premiação levou em conta uma metodologia da FIA Business School, com análise de avaliações de viajantes e julgamento de especialistas.
O charme que a Vila ganhou
A vila mineira superou Gramado, que obteve o segundo lugar, e Campos do Jordão (SP), terceiro. Gramadenses ficaram chateados porque sempre estiveram na ponta.

Mas há uma boa explicação: Monte Verde cresceu por oferecer uma viagem com ritmo diferente. Menos urbana e mais ligada à natureza.
O charme que Gramado perdeu
Isso Gramado perdeu, como venho registrando há anos. Até o final dos anos 1990 início de 2000, ainda se respirava muito verde e um ar bucólico. Hoje, é cimento e vidro tomando conta do grande parque de diversões.
Direito das Famílias e Sucessões
O XVI Congresso do Mercosul de Direito das Famílias e Sucessões será realizado nos dias 14 e 15 de maio, em Bento Gonçalves, reunindo 41 palestrantes em nove painéis e duas conferências magnas. Promovido pelo IBDFAM/RS, o encontro abordará temas contemporâneos como violência contra a mulher, inteligência artificial, mediação familiar e bens digitais. Entre os destaques está a participação da ministra Nancy Andrighi e da jurista Maria Berenice Dias. O evento ocorre no Dall’Onder Grande Hotel, com especialistas de diversas regiões do país. Inscrições e programação: https://ibdfam.org.br/eventos/3109/XVI+Congresso+do+Mercosul+de+Direito+de+Fam%C3%ADlia+e+Sucess%C3%B5es