Mais de 100 balões participaram do 36° Festival Internacional de Balonismo de Torres, que se realizou entre 30 de abril e 4 de maio. O evento, o maior do gênero na América Latina, homenageou o artista torrense Inaudi Ferrari, autor do “Reagge do Balão”, que se tornou hino oficial do festival.

O iluminado deslumbrado
Pela falação que deitou na entrevista coletiva, depois de se avistar com Donald Trump, parece até que Lula resolveu todos os problemas brasileiros graças ao seu charme. Foi uma visita ensaiada pela Casa Branca, e os temas realmente importantes foram deixados para posterior encontro das respectivas assessorias.

E nosso perclaro presidente nada disse sobre a guerra contra o Irã. Logo ele, que condenou o ataque tão logo o primeiro míssil foi disparado. E a galera petista esperava que, pelo menos, ele espetasse o dedo na cara de Trump e dissesse “yanke go home”.
Ou as forças armadas dos Estados Unidos tem má pontaria ou o Irã tem uma capacidade de reconstrução assombrosa. A CIA informou confidencialmente que o Irã ainda possui 70: do seu estoque de mísseis – em torno de 2.500 ativos – em como conseguiu reconstruir outro tanto de plataformas móveis e subterrâneas de lançamentos.
E pode resistir por mais 3 a 4 meses de bloqueios da marinha americana. Como foi a CIA que deu as más notícias a Donald Trump, teremos guerra por um bocado de tempo. Mais uma vez, é um assombro essa informação. Como pode um poderio militar dos EUA não conseguir subjugar o poderio do país dos aiatolás vai ser um capítulo na história das guerras modernas.

O chanceler alemão tem razao quando disse que o Irã está humilhando os EUA. E Donald Trump em especial.
Tudo tão estranho…
O Irã não deu a mínima para a proposta dos Estados Unidos para acabar com a guerra. Não deveria ser o contrário?
Inimigo meu
O presidente da Federação Iraniana de futebol confirmou a presença na Copa do Mundo, desde que a Fifa atenda 10 exigências. Entre elas, entrada garantida e visto diplomático para todos os membros da delegação. Inclusive para quem fez parte da Guarda Revolucionária Islâmica, que, a rigor, está atacando alvos tanto dos EUA quanto do Canadá.
O Canadá já negou o visto de entrada. Em jogo de sinuca isso se chama “a não fazer”. Ora se os americanos vão dar visto justo ao maior inimigo.
Um país duplo
Existem dois Brasís, um do IA e o real. O primeiro é o faz de conta manuseado pelos políticos e pelo IBGE do doutor Pachmann, para quem tudo está azul; o outro é o dos 80% de inadimplentes. O azul lembra um samba do Demônio da Garoa “está tudo azul bonitinho/mas o terno que era branco/agora é azul marinho.”
Conjunto Farroupilha
Faleceu Tasso Banguel, fundador do Conjunto Musical Farroupilha. Veteranos como eu lembram da música Gauchinha Bem Querer. Fizeram enorme sucesso em todo Brasil nos anos 1950. Os gaúchos raiz não gostavam da música deles.
A velha nova capital*
A política brasileira mudou muito.
Antigamente, os políticos sentavam à mesa. Mesa de negociação. Mesa de diálogo. Mesa de construção de acordos. Hoje, muitos parecem preferir a mesada.
A mesa exige maturidade. A mesada, não.
Na mesa, é preciso conversar com quem pensa diferente, negociar, ceder, construir consensos. Já na política da mesada basta aguardar ansiosamente o depósito do mês.
Em vários momentos, Brasília parece menos um Parlamento e mais uma quadrilha de malfeitores perguntando: “mas afinal… caiu ou não caiu?”
E nem existe mais distinção ideológica. Direita, esquerda, centro, centrão e adjacências acabam unidos pela grande causa nacional do “quanto vem pra nós”.
A antiga política tinha líderes.A atual parece um consórcio permanente de dependentes do cofre público.
Talvez por isso a palavra “mesa” tenha perdido tanto espaço. Mesa dá trabalho. Obriga a ouvir. Obriga a argumentar. Obriga até a ler projetos — o que claramente fere certas tradições da vida pública nacional.
Muito mais confortável é a política da mesada. Nela, ninguém precisa concordar com ninguém. Basta manter a chave pix institucional funcionando e a indignação seletiva calibrada.
O mais curioso é ver políticos discursando diariamente sobre independência dos poderes enquanto aguardam, com ansiedade quase bancária, o depósito do mês.
Sem a mesada, alguns entram quase em abstinência democrática.
Está na hora de a política brasileira abandonar a mesada e voltar para a mesa.
Porque democracia funciona na mesa.
Mesada funciona em organização acostumada a viver de repasse.
E o Brasil já está velho demais para continuar sendo tratado como caixa eletrônico de uma turma que desaprendeu completamente o significado da palavra República.
* Paulo Cesar Flores