Search

Briga entre o pistão e a tomada

A exemplo dos carros a álcool, que vieram depois do segundo choque do petróleo, em 1979, quando houve uma furiosa briga entre os defensores do álcool no tanque e os que não abriram mão da gasolina, agora a disputa é entre carros elétricos e os convencionais. Com uma terceira via, que é o sistema híbrido -usa um motor convencional e outro elétrico.

Tem a vantagem de somar potências e aumentar a autonomia, que nos elétricos puros é reduzida. Caso a bateria descarregue, ainda há o motor a explosão para quebrar o galho.

Economia até por aí

Os defensores dos carros elétricos puros (não estou entre eles) afirmam que a economia compensa e que não precisam de manutenção. O porém de sempre é que os motores de combustão interna de hoje dificilmente apresentam problemas, o que incomoda é a parte eletrônica.

Mas, em um SUV, as baterias pesam entre 300 e 400 quilos, o que obviamente aumenta o desgaste da suspensão/pneus/amortecedores. Os automóveis elétricos desvalorizam rapidamente, outro ponto negativo. Você compraria um sem saber em que estado e tempo de uso tem as baterias?

Pessoalmente, tenho outra bronca. Você chega na garagem e bota o carro na tomada. De repente, precisa sair com urgência. E, aí, faz como se a bateria ainda não estiver carregada?

https://lp.banrisul.com.br/bdg/link/tag-banrisul.html?utm_source=fernando_albrecht&utm_medium=patrocinio&utm_campaign=tag-banrisul&utm_term=visibilidade&utm_content=escala_600x90px

Além do mais, quanto tempo até que os condomínios passem a cobrar pelo uso da energia utilizada? Não existe energia grátis.

Perigo extra

Em caso de acidente com rompimento das baterias, há risco para quem está em um carro elétrico. Isso porque a amperagem é alta e em contato com o corpo pode causar choque elétrico mortal.

A minha bronca com eles é que as baterias ainda não têm reciclagem disponível. Largadas ao léu, contaminam seriamente o lençol freático. Tomem nota: ainda nos incomodaremos muito com isso.

O futuro?

Nem será a gasolina, nem diesel, nem elétrico puro ou híbrido. Será a célula de combustível, água ou ar convertido em hidrogênio DENTRO do motor.

No cano de descarga, nada de poluição, nem CO2, só vapor d’água. Já existe o sistema via eletrólise, há detalhes que precisam ser resolvidos. Marcas como Toyota estão correndo na frente.  

Só na bateria

Um levantamento realizado pela Webmotors, maior plataforma de compra e venda de veículos do Brasil, revela que o número de pesquisas pelo termo “motos elétricas” nas plataformas de buscas online alcançou a marca de 7 milhões. Isso somente nos últimos 12 meses. E ainda teve um crescimento expressivo de 22% nos últimos três meses.

https://observatorio.fecomercio-rs.org.br/home?utm_source=fernando_albretch&utm_campaign=observatorio_do_comercio&utm_content=competence

Se tenho ressalvas quanto ao carro elétrico puro, nas motos existe uma vantagem que me toca muito, particularmente: não há a descarga aberta que os motoboys curtem. É um saco.

A última do faraó

Estamos comendo moranguinho egípcio. Graças a um acordo Mercosul-Egito, os morangos do Egito entram com preço competitivo e são produzidos a um custo menor que os nossos. São firmes e bem doces.  A indústria gosta deles em especial.

A penúltima

Quando o acordo Mercosul-União Europeia estiver nos trinques, comeremos queijos franceses e alemães que não chegam aqui ou chegam com preço proibitivo. Eu largarei foguetes. Sou queijeiro.

Corrida do Sesi-RS

Em celebração ao Dia do Trabalhador e ao Mês da Indústria, oito cidades gaúchas recebem, na sexta-feira (1º) e no domingo (3), edições da Corrida do Sesi-RS. Os eventos somam mais de 7,4 mil inscritos.

Em outras 12 cidades gaúchas, as provas serão realizadas no dia 24 de maio. As inscrições para essas localidades ainda estão abertas e podem ser feitas pelo site corridadosesi.sesirs.org.br até dia 14 de maio.

https://www.senar-rs.com.br/

Cada um com seu cada qual

Com o primeiro frio deste ano, os animais se ajudam como podem. Se os humanos têm cobertor de orelha, os gatos têm um amigo para lhes transmitir calor. Que, por sua vez, vem de um cobertor amigo.

Foto: Fabíola Freire Albrecht

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

Deixe sua opinião

Publicidade

Publicidade