O presidente norte-americano está como aquela velha piada do sujeito que diz uma coisa, mas acontece outra. Finalmente, quando diz a verdade, ninguém acredita.
Tem sido assim com seus anúncios de acordo com o Irã. Acordos que faltou combinar com eles. Além disso, ninguém sabe, com certeza, quem realmente manda no Irã.
Poder, que poder?
Decorridas cinco semanas do início da guerra, que se imaginava curta, um detalhe não se consegue entender. O aparato militar impressionante não conseguir guarnecer o Estreito de Ormuz é algo que não se entende. Mesmo considerando que é uma área complicada para manobrar, ainda mais debaixo de fogo iraniano.

E, de novo, a velha convicção bélica: não se vence guerra só com bombardeios, artilharia e o escambau. Precisa força física ou tropas de ocupação.
O fantasma inteligente
Recebo muitos artigos e informações sobre o impacto da Inteligência Artificial (IA) e robótica autônoma nos empregos, a maior parte alarmada com os postos de trabalho que serão perdidos. Não duvido. Inclusive no jornalismo.
Se não estão empregando, os mesmos funcionários usam os recursos da IA para multiplicar tarefas – matérias no caso da mídia. Um colunista de esportes deu um curso sobre Inteligência Artificial e confirmou que o seu veículo usa IA direto.
Não que seja grande novidade. Mas aí entra um detalhe: economiza jornalistas.

Para quem não conhece, o repórter escreve algumas linhas e recorre à IA para escrever o número de caracteres suficientes para sua matéria ou texto falado no caso de emissoras de rádio.
A cobra que come seu rabo
Tenho recorrido à uma metáfora para quem me pergunta sobre a IA. Como essa ferramenta, que é útil para pesquisas, mas está sendo subvertida, apanha o que já foi escrito sobre determinado assunto, elimina a criatividade do ser humano. É como um ensopado sem molho.
Nenhuma inteligência artificial pode (ainda) usar ironia e humor característicos de colunistas, por exemplo. Vale dizer que a criatividade está em cheque com a IA.
Na medida em que ela vai engrossando informações já sabidas, é como cobra comendo o próprio rabo. Um dia ela faz PUF! e desaparece, grosso modo.
O porém de sempre
Quando aconteceu a Revolução Industrial, na segunda metade do século 19, perderam-se muitos empregos, a começar pela indústria têxtil, que sempre utilizou muita mão de obra. Com as máquinas houve desemprego, protestos e distúrbios sociais.
Evidentemente que, na época, não havia direitos trabalhistas como os de hoje. Mas o desemprego é uma realidade indiscutível.

Muitos empresários dizem que é apenas deslocamento de funcionários para outras funções. Entretanto, não tenho dúvidas que no processo haverá muita angústia e dor.
Ah, mas as melancias se acomodam no caminhão depois de uma freada, me diz. Desculpa, mas estamos falando de pessoas e não vegetais de casca verde e recheio vermelho.
A blusa coreana
Lembro um caso dos anos 1990. Um dono de malharia falou que estava maravilhado com uma máquina coreana (Coréia do Sul) que produzia em minutos blusas de lã – que antes levavam meia hora e três funcionários.
Despediu os três. Para ele foi bom, mas para os empregados, claro que não.
Educação na Era da IA
A diretora do Senac Tech, Daniela Favaretto, é uma das presenças confirmadas no painel “Educação na Era da IA: formando talentos para o futuro”, que será apresentado no South Summit 2026, nesta sexta, 27 de março
Giro pelo Rio Grande
Porto Alegre será palco da primeira edição de 2026 do Giro pelo Rio Grande, evento gratuito promovido pelo Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac e IFEP. O evento acontece na próxima segunda-feira (30), a partir das 18h30, na sede da Federação, com o tema “Brasil em pauta: política, economia e os caminhos para 2026”.
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