Foi um crime demolir o belo prédio do Banco do Brasil na Sete de Setembro em Porto Alegre. Mesmo destino do Banco da Província, também na mesma rua.
Na época, final dos anos 1950 e início dos 60, vieram abaixo dezenas de edifícios no Centro, um mais bonito que o outro. Uma lástima.
A nova matriz do Banco do Brasil foi erguida na mesma rua, na esquina da Rua Uruguai, no outro lado do novo Banco da Província, todo de mármore. Fundado em 1858, o banco era apelidado pelos antigos funcionários de Velho Jequitibá. Foi o primeiro edifício do estado a ter escada rolante e ar condicionado central.
Já o Banco do Brasil era mais modernoso, com várias novidades tecnológicas. Entre elas, um elevador muito rápido para os padrões da época.
Curiosos visitavam o prédio apenas para subir e descer do elevador. Pois um deles foi um pecuarista de Bagé, pouco acostumado com as maravilhas da cidade grande. Entrou no elevador, afastou as pernas psra manter o equilíbrio e esperou a viagem,
Quando começou a subir, ficou deslumbrado.
– A la pucha, seu!
Virou-se para um homem ao lado.
– Quantos funcionários será que puxam a caixa para cima?