Expressão antiga que significa que vem coisa grande pela frente. No caso, tudo indica que o banqueiro Daniel Vorcaro vai propor delação premiada. E já trocou de advogado, contratando um que tem experiência neste assunto.

Só que pode não sair, porque a legislação diz que se ele é líder de quadrilha não pode se beneficiar da delação. O que poderia sair da sua boca pode ser tanto um tsunami quanto uma marolinha.
Afinal ele sabe demais. Entretanto, não quer amanhecer com a boca cheia de formigas e comendo grama pela raiz.

Um ano daqueles
Nós, jornalistas, fazemos parte daquele grupo que tem pretensão, acha-se capaz de salvar o Brasil de todos seus problemas, grupo do qual figuram também os políticos e governantes. Quando muito podemos dar sugestões e apontar caminhos. Às vezes, com alguma sabedoria.
Ocorre que, hoje em dia, os políticos querem é salvar eles mesmos, de preferência com os bolsos cheios. Claro que não são todos.
Mas, com a democracia representativa que temos, é difícil que a minoria vença a maioria. Se ao natural é assim, imagina com essa medonha crise mundial desencadeada pela guerra contra o Irã.

A Lei de Murphy
Uma das leis desse sábio que realmente nunca existiu – mas as suas leis são sábias, fruto do comportamento humano solidificado há séculos, diz que se alguma coisa tiver chance de dar errado, dará. Israelenses e americanos devem ou deveriam saber disso quando bombardearam o Irã sem guarnecer antes o Estreito de Ormuz, uma faixa de 30 quilômetros por onde passam petroleiros carregando 20% do petróleo mundial.
O Irã mandou minar o canal e ataca quem passar. Como é que os estrategistas, generais almirantes e a CIA não se deram conta disso pode-se inscrever nos maiores enigmas da história.
E agora, José?
É nome de um poema de Carlos Drummond de Andrade:
E agora, José? A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
O José poderia ser Donald Trump, que fala demais e cujos mísseis, bombas drones e o escambau da guerra moderna não conseguem botar o Irã de joelhos. Nem ele nem Israel.
E nem preciso falar dos efeitos do petróleo a mais de 100 dólares o barril (158 litros, medida teórica). Até os Estados Unidos ja sentem aumento de inflação causada pela alta do preço dos combustíveis. Lá se vai o plano de Trump de ter prestígio para vencer as eleições legislativas de novembro.

E o Brasil com isso?
Tudo a ver. Nossa economia já vinha capengueando, o poder aquisitivo diminuiu, o custo de vida aumenta apesar dos números oficiais dizerem o contrário- a gôndola do supermercado não mente. Além disso, o diesel já subiu e vai subir mais ainda a continuar a guerra – apesar da retirada de impostos federais.
Isso supondo-se que Ormuz seja reaberto em um ou dois meses no máximo. Para piorar, é ano eleitoral, e o governo Lula vai gastar e já gastou demais para vencer a eleição, que – a essa altura – é duvidosa.
A combinação perversa
Inflação, dependência do caminhão que leva 85% da carga no Brasil, infraestrutura precária, governo sem norte afora se perpetuar no poder, um Congresso dúbio e com mais espertalhões que o normal na história brasileira, menos matrículas no ensino fundamental (1 milhão a menos neste 2026 em relação a 2025)… O você espera com este cenário a não ser uma tempestade perfeita? O que talvez nos salve é o otimismo do chamado povo.
Dia da Mulher
Em alusão ao Dia da Mulher, celebrado em 8 de março, o Sistema FIERGS promove a 4ª edição do evento “Mulheres que Inspiram” na próxima segunda-feira (16), a partir das 13h.
Pequeno alívio
Fecomércio-RS divulgou os resultados da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência das Famílias (PEIC-RS), da CNC, referentes a fevereiro de 2026. O levantamento indicou que 84,7% das famílias estavam endividadas, percentual que registrou leve recuo em relação a janeiro de 2026 (84,9%), permanecendo inferior ao observado no mesmo mês de 2025 (88,6%).
Como dizem os suecos, tema menos, espere mais; coma menos, mastigue mais; reclame menos, respire mais; fale menos, diga mais; ame mais; e todas as coisas boas serão suas.
Pensamento do Dias