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Guerra e combustíveis

Puxe o cepo e vá sentando, diz uma antiga música gaúcha. Enquanto o cenário da guerra e do petróleo não muda, e com o preço dele nas alturas, é inevitável que, cedo ou tarde, os combustíveis sejam reajustados mundialmente, cujo efeito imediato é a inflação.

E quem acreditar que reza adianta, reze, porque os iranianos estão fazendo gato e sapato no Estreito de Ormuz. Quanto tempo levará para tirar as minas que o Irã colocou nele?  

Lógica de escorpião

Quando o conflito começou, um ex-chanceler brasileiro previu o pior, justo num momento em que se achava que a guerra de Trump teria um epílogo rápido. Tinha razão.

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A lógica do Irã devastado é a mesma do escorpião que pica o sapo que o ajudava a cruzar o rio. Se o Irã não puder escoar seu petróleo, ninguém mais o terá.  

A história ignorada

Nos anos 1980, os russos se meteram em uma guerra contra o Afeganistão. Apesar de todo aparato bélico, levaram um baile humilhante dos afegãos abrigados nas milhares de cavernas do país.

Na época, os Estados Unidos esfregaram as mãos de contentes. Bin Laden foi municiado pelos americanos. Se meter naquela região é uma furada. Não se brinca com uma civilização como a persa, unificada por Ciro, O Grande, há 2.500 anos.

Os vestígios do Afeganistão

Se o império persa, hoje Irá, tem ao menos 2.500 anos desde a sua unificação, os vestígios do atual Afeganistão remontam a 50 mil anos. Pois foi lá que, nos anos 1980, a Rússia, então parte da União Soviética, perdeu tantos soldados e material bélico que teve que bater em retirada desonrosa. Assim, acelerando o fim do império soviético, que começou com a queda do Muro de Berlim.

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Toda aquela região, incluindo o Iraque, tem expertise em guerras e guerrilhas prolongadas há dezenas de milhares de anos. São sobreviventes a quem basta pão e água.

Os exércitos ocidentais que se meteram lá perderam mais do que ganharam. Trump deveria saber disso.

Crime organizado

É sintomático que a CPI do Crime Organizado esteja chamando empresários da área financeira para depor e desdobrar o caso Master e suas ramificações no mercado financeiro. Para parte ponderável de brasileiros, muitos políticos que se metem em desvios éticos também fazem parte do crime organizado.

A peneira como desculpa

Pão de Açúcar, Raízen, dois monstros com passivo de 70 bilhões de reais, um indicador indesmentível que as grandes empresas também estão em situação de emergência. Não dá para tapar o sol com a peneira alegando que se trata apenas de má gestão.

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A Raízen atua principalmente na produção de açúcar e etanol (sendo a maior fabricante mundial de etanol de cana). Além disso, distribui combustíveis da marca Shell no Brasil, Argentina e Paraguai.

Ruim para o governo

A pesquisa Genial Quaest mostra que a rejeição a Lula subiu para 56%, enquanto Flávio Bolsonaro também não pode cantar vitória, já que é rejeitado por 55%. Embora este apareça empatado com Lula no segundo turno.

A leitura inequívoca é que o eleitorado gostaria de uma terceira via, que, por enquanto, não parece estar disponível na prateleira dos candidatos.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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