O Brasil tem dois anos-novos: um oficial, dia 1 de janeiro, outro depois do Carnaval. As coisas só começam a engrenar depois da maior festa popular brasileira.
Ano eleitoral oficial só começa depois das convenções partidárias, quando se definem os candidatos e coligações. No Brasil de 2026, o ano eleitoral começou no ano anterior.

Mas, desta vez, abre-se uma nova fronteira, após abrir os celulares de envolvidos em escândalos que cercam o país. Ainda não sabemos quantas caixas-pretas podem revelar ligações perigosas com o governo e o Congresso Nacional.
Sobre carecas e incêndios
Com a autorização para a CPMI do Crime Organizado (leia-se afano nos aposentados), um personagem ilustre pode mudar os rumos dos últimos meses antes das eleições. Supostamente, o filho de Lula teria relações que não se sabe de qual tipo com um dos cabeças da quadrilha, o Careca do INSS.
O apelido é significativo e, embora remeta para quadrilha que assusta uma vila, é um polvo de 6,3 bilhões de reais. É um valor continental, não é mais nem de um país.

O que vai sair dessa Caixa de Pandora ainda não se sabe. Entretanto, desta vez, será como água morro abaixo e fogo morro acima. Pode definir o futuro de Lula.
Cidade maravilhosa
Tirei o final de semana para me atualizar sobre a política do Rio de Janeiro. Li os melhores colunistas, resgatei casos passados da antiga Cidade Maravilhosa. Cheguei à conclusão que, se o estado vai sobreviver, será vegetativamente.
Quem não está na mira do tira e da Justiça está na fila de espera. Não escapa um.

Então lembrei de um caso dos anos 1990. O Jornal Nacional fez uma reportagem sobre o envolvimento de PMs com os banqueiros do bicho.
Um dos quartéis tirou o campeonato, com 40% dos policiais recebendo propina. A repórter então esperou o coronel comandante e microfone em punho botou o microfone nele logo que saiu da viatura.
– Coronel, o senhor sabia que 40% dos seus comandados recebem propina dos bicheiros?
O coronel levou um susto. No entanto, segundos depois, processou a informação e a devolveu para a repórter com juros e correção.
– Está vendo? São 60% de honestos na minha corporação, a maioria.
O cenário não é uma beleza
O índice de produção da indústria gaúcha registrou queda, pelo terceiro mês consecutivo, em janeiro, ao atingir 46,7 pontos. É o que mostra a pesquisa Sondagem Industrial do RS, divulgada nesta quinta-feira (26) pelo Sistema FIERGS.

O emprego industrial também recuou, acumulando a oitava retração seguida, com o índice em 47,3 pontos. Segundo o presidente do Sistema FIERGS, Claudio Bier, o desempenho reflete um ambiente de juros elevados e incertezas nos cenários interno e externo.