Nos anos 1970, alguns supermercados de Porto Alegre mudaram a operação de compra de cervejas em garrafa. Até então, você levava o casco vazio, ganhava um pedaço de papel onde estava escrito quantos cascos eram.
De uma hora para outra, mudou. As garrafas vazias passavam pelo caixa que emitia um recibo formal. Ora, todo registro de caixa é um documento fiscal. Então, não entendi a moral. Isso porque, na saída do supermercado, o caixa registrava a compra de cervejas, outro documento fiscal.
Perguntei para um amigo especialista da área fiscal porque essa operação. Ele disse que ia estudar o assunto.
Dias depois, outro amigo comum transmitiu a resposta, pedindo para não publicar nada no jornal. Era só uma frase: “O projeto é meu”.