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O caso do ouro alemão

Nos anos 1950, um vendedor de joias, sem certidão de nascimento e atestado de pureza, percorria o interior e as vilas do Vale do Caí vendendo seus badulaques para os colonos das cidades do Vale do Caí nos anos 1950 e 60 para vendê-las para os colonos. O ouro era mais frio que gelo seco, o chamado ouro de tolo. Em meses ficava preto.

Para evitar cobranças, evitava voltar ao local do crime. Mas uma vez se esqueceu e voltou. Assim que chegou na “venda” foi cercado pelos compradores que mostraram a má compra querendo o dinheiro de volta. Ele balançou a cabeça.

 – Bem que eu desconfiava, ouro alemão não se dá bem com nosso clima. Nada posso fazer. Vou reclamar para a Alemanha.

Fernando Albrecht

Fernando Albrecht é jornalista e atua como editor da página 3 do Jornal do Comércio. Foi comentarista do Jornal Gente, da Rádio Band, editor da página 3 da Zero Hora, repórter policial, editor de economia, editor de Nacional, pauteiro, produtor do primeiro programa de agropecuária da televisão brasileira, o Campo e Lavoura, e do pioneiro no Sul de programa sobre o mercado acionário, o Pregão, na TV Gaúcha, além de incursões na área executiva e publicitário.

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