Com 56 anos de jornalismo, não me recordo de ter acompanhado uma Câmara dos Deputados tão ruim. Ontem, o presidente da Casa Hugo Motta (Republicanos-PB), disse que a instituição gasta energia com projetos que não produzem “absolutamente nada de positivo para o país”. Isso sim que é autocrítica de verdade.

O Congresso brasileiro é uma lição para o mundo – como não legislar em benefício da sociedade. E ainda há quem meça o desempenho dos parlamentares pelo número de projetos de lei que apresenta.
Ora, de leis inúteis e não práticas estamos cheios. Tudo está errado.

Nem mesmo nos tempos do regime militar lembro de coisa igual, isso porque as duas casas do Congresso trabalhavam com muita prudência. Parece que, de eleição em eleição, o Brasil consegue dar marcha-ré em eficiência.
De uma forma geral, acontece o mesmo nas Assembleias Legislativas. Tenho convicção que o marco zero da ineficiência parlamentar se deu quando os parlamentares começaram a se candidatar para duas coisas: reeleição e como se “arrumar”, de forma não confessada.
Claro que há maçãs sadias nos parlamentos, mas eles são como vitamina de frutas. Bota de tudo quanto é cor, amarelo, vermelho, verde. Mas basta botar meio abacate para esverdear tudo.
A falência da moral
Talvez a mediocridade dos nossos parlamentos não se deva ao sistema político-eleitoral, como querem alguns, mas à quebra de espírito de ajudar a sociedade em detrimento de interesses particulares. Como disse Simon Bolívar, na América Latina as instituições não são sérias porque as PESSOAS não são sérias.

Um aborrecimento a menos
Até o jornal americano The Washington Post se rendeu a uma novidade tecnológica no….papel higiênico. Deu destaque a um invento que terminou com a separação desigual das folhas substituindo a linha pontilhada por impressão ondulada. Agora falta inventar como abrir sachês de mostarda e ketchup, que nunca abrem na linha pontilhada.

É até engraçado como a engenharia das embalagens não consegue fazer sachês mais amigáveis. Quando estive no hospital, lutava para abrir os sachês de goiabada Ritter. A aba, que teoricamente abre e deveria estar bem saliente, fica escondida não raro.
Aconselhado por um enfermeiro, apelei para a violência: meti a faca. Abriu com um estampido. Puxa, não precisava gritar!
Sul em Dança
A sede do Sistema Fiergs, em Porto Alegre, está com movimentação extra. São cerca de mil pessoas que participam do Sul em Dança, maior festival de dança do estado. O evento vai até o próximo domingo (18) no Teatro Fiergs, que recebe espetáculos desde 2017.
Quem se envolve com galinhas come farelo.
Pensamento do Dias